Mato Grosso
Garota de 15 anos morre no Ceará dias após amiga agredi-la com golpes de panela na cabeça
Mato Grosso
Da Redação
Uma adolescente de 15 anos morreu após ser agredida várias vezes com uma panela na cabeça no município de Mombaça, a 296 quilômetros de Fortaleza. De acordo com a Polícia Civil, uma amiga da vítima se apresentou espontaneamente na delegacia e afirmou ter agredido a garota após um bate-boca.
A agressão contra Maria Eduarda ocorreu em 1º de janeiro e ele morreu 10 dias depois, em 10 de janeiro.
Segundo o titular da delegacia responsável pela investigação do caso, Rodrigo Delamary, testemunhas afirmaram que a adolescente foi agredida com vários golpes de panela na cabeça e nas costas. Maria Eduardo sofreu também uma mordida no peito.
“Ela de fato confessa que chegou a lesionar a vítima. Testemunhas dizem que ela foi espancada e mordida no peito que inclusive arrancou um pedaço do peito da vítima. E também levou pancadas com uma panela na cabeça e nas costas. Certamente essas lesões vêm no laudo pericial”, afirmou.
Ainda conforme o delegado, a vítima estava na residência da amiga quando as duas discutiram por motivo banal e brigaram fisicamente. Após sofrer agressões, Maria Eduarda foi para casa, relatou sentir mal-estar e foi socorrida.
A agressora identificada como Daiana Rodrigues da Silva, 32 anos, foi indiciada pelo crime de lesão corporal seguida de morte. O caso será remetido à Justiça.
Trauma cranioencefálico
A direção do Hospital Municipal de Mombaça, onde a jovem esteve internada, disse ao G1 que a jovem buscou a unidade de saúde por três vezes informando estar com febre. Na terceira vez, ela foi internada com quadro de febre e vômito.
Ainda no hospital, ela foi questionada sobre se teria acontecido algo, ela relatou por alto que teria sido agredida. Depois de alguns dias, ela foi encaminhada a um hospital de Fortaleza, onde ela morreu com trauma cranioencefálico.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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