CINEMA
Filme sobre culturas e identidades ciganas está em fase final de produção
O filme traz uma abordagem sobre culturas e identidades ciganas do Brasil, Portugal e França, frutos de uma viagem do diretor Aluízio de Azevedo, que é da etnia Calon.
Mato Grosso
O curta metragem ‘Caminhos Ciganos’, selecionado no Edital Audiovisual 2021, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), está em fase final de produção e deve ser lançado no segundo semestre deste ano.
O filme traz uma abordagem sobre culturas e identidades ciganas do Brasil, Portugal e França, frutos de uma viagem do diretor Aluízio de Azevedo, que é da etnia Calon.
O diretor conta que a viagem de produção do curta metragem também foi uma busca pelo fortalecimento de sua identidade e ancestralidade. Percorrendo comunidades, conviveu com personagens e cotidianos, vivenciou manifestações culturais, modos de vida e tradições, além de captar as emoções dos encontros de pessoas que vivem em países diferentes e separadas por muito tempo.
“O filme traz uma narrativa poética e intimista. Em 2017, percorremos inúmeras cidades, cruzamos e conversamos com personagens marcantes que encantam pela visão, sabedoria e simplicidade. Nas conversas, eles contam como acontecem suas relações com os não-ciganos, a hibridação e/ou a manutenção das identidades”, pontua.
Após o lançamento, o projeto deve iniciar um circuito de exibições presenciais para as comunidades ciganas que participam, nos municípios de Tangará, Rondonópolis e Cuiabá. Também conta a criação de uma plataforma digital para divulgar informações do filme.
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Dois ciganos de etnia Calon andam de carroça no município de Tangará da Serra – MT
Divulgação: SECOM-MT
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Músicos ciganos tocam durante a peregrinação de Santa Sara Kali, em Saintes-Maries-De-La-Mer, França, reunindo ciganos do mundo todo, no dia 24 de maio, quando se comemora a padroeira cigana
Divulgação: SECOM-MT
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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