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Estudante de engenharia é morto a marretadas pelo irmão

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Mato Grosso

Da Redação

Um estudante de engenharia florestal de 24 anos foi morto a marretadas pelo próprio irmão, de 26 anos, no Espírito Santo, apontou a polícia. O corpo de Marcos Gabriel Braz Lima foi encontrado ontem à tarde em um canavial, em Linhares, no Norte do estado. A vítima estava desaparecida desde o dia 29 de dezembro.

Os policiais procuravam o estudante que teria sumido de casa depois que encontrou a mãe, Maria do Carmo Braz, morta dentro da residência da família. O irmão, Marcos André Braz de Lima, confessou que assassinou o estudante. O pai dos jovens, desesperado com o sumiço de Marcos Gabriel, fez um boletim de ocorrência.

O UOL teve acesso ao documento. Marcos Antônio de Lima afirmou que o filho teria saído de casa “aproximadamente às 22h, em posse de seu telefone celular sem ter dado notícias até o presente momento, deixando roupas e documentos em casa”, consta no boletim.

Os investigadores da Polícia Civil começaram um inquérito e ontem à tarde foram atrás do suspeito. O ajudante de pedreiro negou inicialmente que tivesse feito algo com o irmão. Os policiais não acreditam e fizeram uma revista no carro do suspeito, encontrando no porta-malas marcas de sangue.

“A todo o momento o suspeito tentava esconder o carro dos policiais. Ele estava a mais de 1 km de distância dele. A gente acreditava que, se ele tivesse feito algo, teria levado o corpo no carro. Quando nós encontramos, não restou dúvidas do envolvimento dele”, disse o delegado Fabrício Lucindo, ao UOL.

O ajudante de pedreiro foi detido e conduzido à delegacia do município. Durante o trajeto, ele acabou confessando aos policiais que tinha brigado com o irmão e o acertado com vários golpes de marreta. O corpo de Marcos Gabriel foi encontrado na região do Canavial da Lasa.

“Ele confessou que matou o irmão na noite que a mãe morreu. Disse que brigaram e ele pegou uma marreta e golpeou a vítima. Narrou totalmente frio e não transpareceu arrependimento pelo crime. O corpo da vítima foi encontrado já em avançado estado de decomposição”, acrescentou Lucindo. O delegado responsável pelo caso autuou o ajudante de pedreiro por ocultação de cadáver e pediu um mandado de prisão preventiva por homicídio. Marcos André foi encaminhado ao presídio ontem à noite.

Abalado com a tragédia, o pai se limitou a dizer que “essa é uma situação muito difícil. A gente está muito triste com essa situação. É uma dor muito grande”. Universidade diz que vítima era querida e tinha “determinação imensurável”.

A UFLA (Universidade Federal de Lavras) emitiu uma nota de pesar pela morte do aluno de engenharia florestal. Marcos estava no 10º período do curso. Em mensagem, professores e estudantes do curso destacaram o quanto o estudante era querido.

“Marcos foi uma pessoa que inspirou a todos por ter um coração gigante e uma determinação imensurável. Nunca mediu esforços para ajudar qualquer pessoa e alegrava a todos por onde passava. Nossos corações estão em luto e em nossas memórias ficam as boas lembranças do nosso querido Marquinhos!”, disse a universidade. Desde os tempos de calouro, Marcos atuou no Laboratório de Silvicultura e Restauração Florestal, tendo ajudado a criar o nome e a marca do laboratório.

Morte da mãe será investigada pela polícia A morte da professora Maria do Carmo Braz será investigada pela Polícia Civil de Linhares. O que consta é de que a causa da morte da mãe de Marcos Gabriel e Marcos André seria natural, mas o delegado Fabrício Lucindo quer investigar o possível envolvimento do filho mais velho.

O óbito da professora foi atestado por um médico contratado pela família. O objetivo era adiantar o processo que demoraria mais tempo no Serviço de Óbitos. “Nós vamos investigar a morte da mãe porque precisamos saber se Marcos André teve ou não envolvimento nesse caso. Não foi descartada a possibilidade de exumação do corpo para uma perícia mais detalhada. Nós vamos ouvir hoje novamente o suspeito para saber detalhes de como acharam a mãe”, explicou o delegado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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