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Escola Técnica de Cáceres deve ser entregue em dezembro

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Da Redação

As obras da construção da Escola Técnica Estadual (ETE) do município de Cáceres (200 km de Cuiabá) estão em fase de acabamento e deverão ser entregues pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), até dezembro deste ano.

 De acordo com o secretário da Seciteci, Nilton Borgato, a obra, que está com 95% dos serviços concluídos, teve um atraso devido à pandemia do novo coronavírus.

“Retomamos a obra em junho, mas por conta dos decretos de isolamento, inclusive, de lockdown do município, houve atraso dos serviços. Porém, mesmo assim os trabalhos continuaram e agora a obra segue para a reta final, com previsão de entrega até final deste ano”, informou.

O secretário afirma, ainda, que está acompanhando de perto os trabalhos realizados no local para garantir a qualidade da execução dos serviços.

“Nesta semana, inclusive, já estive nas obras e na próxima sexta-feira, dia 28 de agosto, retorno ao lado do governador Mauro Mendes para novas vistorias. A ideia é conferir se os serviços executados estão sendo feitos conforme contratamos e garantir a conclusão dentro do prazo e com qualidade”, diz.

Para dar continuidade à construção, o Governo do Estado destinou recursos da ordem de R$ 2,25 milhões para garantir a conclusão da unidade. O custo total da obra deve ficar em torno de R$ 12 milhões.

De acordo com o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Stephano do Carmo, a nova unidade, que terá capacidade para atender 1.400 alunos, vai possibilitar o desenvolvimento profissional dos moradores de Cáceres e também de municípios vizinhos.

“Aumentar a oferta de cursos de qualificação profissional é uma forma de criar possibilidades para o cidadão conseguir uma oportunidade de emprego. Sabemos que o ensino transforma o futuro das pessoas e estamos contribuindo para o progresso dessa região”, afirmou.

A nova unidade terá uma área total de 5.577 metros quadrados, com a disponibilidade de 12 salas de aula, 11 laboratórios, um laboratório especial, um auditório com capacidade para 150 pessoas, quadra poliesportiva, biblioteca, centro de vivências (refeitório e jardim) e salas para o administrativo pedagógico.

Unidades

A Seciteci possui ao todo 9 ETE’s no Estado, nas cidades de Sinop, Rondonópolis, Alta Floresta, Barra do Garças, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poxoréu, Tangará da Serra e Cuiabá, que atualmente funciona na Escola de Saúde Pública do Estado. 

Além da ETE de Cáceres, os municípios de Cuiabá, Primavera do Leste e Água Boa também estão com unidades em fase de conclusão das obras. Atualmente a Seciteci atende cerca de 4.200 alunos. Após a entrega destas quatro unidades, a capacidade de atendimento deve dobrar.

Os municípios de Matupá, Sorriso, Campo Verde e Juara também contarão com escolas técnicas. Ao todo, serão 16 ETE’s para atender a população mato-grossense.

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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