Mato Grosso
Empresário afirma que preços estão competitivos com nova lei
Mato Grosso
Da Redação
Vice-presidente da Rede Center Sul, associação com 30 lojas espalhadas por Mato Grosso e integrando pequenos empresários do ramo de material de construção, Claudinei Freitas viu seus negócios mudarem, para melhor, a partir de 1º de janeiro de 2020.
Suas vendas aumentaram sensivelmente, especialmente quando se trata de cimento. Até pouco tempo atrás vendia em média 300 sacas mensais. Em janeiro de 2020 passou a vender em torno de duas mil sacas. Mês passado, maio, as vendas superaram essa marca.
Segundo ele, a grande responsável foi a Lei Complementar 631/19, aprovada em julho do ano passado, que tratou, entre outros assuntos, da reinstituição e revogação de incentivos fiscais no Estado, mantendo a isonomia tributária entre os contribuintes, ou seja, equilibrou o setor e deu mais competitividade.
Ele diz que a lei ajudou muito as pequenas empresas de Mato Grosso, incluindo a dele, localizada em Nova Maringá, município distante 371 km de Cuiabá, no sentido norte.
“Antes, perdíamos clientes para empresas localizadas em cidades distantes até 100 km, porque o regime de tributação não era igualitário. Após a lei, nossos produtos (de minha loja e dos outros pequenos lojistas da rede) conseguem se equiparar aos de grandes lojas”, afirma, acrescentando que a decisão do governo foi acertada.
“Com a Lei, melhorou muito. Conseguimos entrar novamente no mercado. Agora temos preços competitivos e nossa população não precisa mais se deslocar para outras cidades atrás de preços melhores”, completa Diego Picolotto, gerente de loja.
Parte da Lei Complementar 631/2019, aprovada pela Assembleia legislativa no final de julho de 2019 e sancionada pelo governador Mauro Mendes, que trata dos incentivos fiscais, entrou em vigência em janeiro deste ano.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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