Mato Grosso
Em entrevista exclusiva ao Programa da Gente, Botelho garantiu que a união é a palavra de ordem no combate ao coronavírus
Mato Grosso
Da Redação
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM) garantiu em entrevista exclusiva para o jornalista e apresentador Laerte Lanes do Programa da Gente, que os poderes chegaram em um consenso, e vão atuar de forma homogenia nas ações de combate ao coronavírus.
Laerte Lanes perguntou sobre a difícil missão das decisões de medidas, tanto para resguardar a vida da população, como também, desenvolver alternativas para aqueles que faturam o seu sustento no dia-a-dia, como por exemplo, as pessoas que não são assalariadas.
“Assembleia saiu na frente referente a doação de recursos para ajudar no combate a pandemia do coronavírus”.
Botelho respondeu dizendo que esses serão os maiores prejudicados, “eu já fui feirante, sei muito bem como é, para esses trabalhadores, se não faturar no dia, não tem o que comer no outro, não tem como cumprir com os seus compromissos, desta forma estamos trabalhando juntamente com o governo do estado para não deixar essas pessoas passar necessidade”, explicou o deputado.
“Agora é momento de solidariedade”.

Foto: Lauro Nazário
O apresentador Laerte Lanes ainda questionou as atividades da Energisa, que foi flagrada realizando corte de energia, neste período de quarentena, devido a pandemia do coronavírus, em uma casa que tem quatro crianças.
Botelho respondeu que empresa Energisa não pode cortar o fornecimento do consumidor, é determinação do governo do estado.
“Sabemos das dificuldades, hoje precisamos de união porque estamos combatendo um adversário tinhoso, invisível, onipresente, que está em todo lugar, precisamos de união, quero aqui agradecer o governador Mauro Mendes, o presidente do Tribunal de Justiça, o prefeito de Cuiabá e Várzea Grande que participaram da reunião e decidiram pela união para enfrentar este inimigo”, ressaltou Botelho.
Laerte finalizou a entrevista agradecendo a presença do deputado, e ainda lembrou ao espectadores sobre a importância de manter a higienização, lavando as mãos com frequência, utilizando o álcool gel, se for possível, utilizar mascaras, evitar aglomerações, ficar em casa e manter a distância de dois metros das pessoas.
Foto: Lauro Nazário
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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