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Em 15 dias, fogo no Pantanal é quase o dobro do registrado em agosto de 2019

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Da Redação

As queimadas que atingem intensamente o Pantanal desde julho, já alcançaram, em apenas 15 dias, quase o dobro do número de focos registrados em todo o mês de agosto no ano passado. Entre o dia 1º e 15 deste mês, o bioma que se estende pelo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul teve 3.121 focos, ante 1.690 focos observados em todo agosto de 2019.  Ao longo do ano, já foram registrados 7.339 focos, alta de 131% em relação ao registrado nos primeiros oito meses do ano passado.

Agosto de 2019 (assim como praticamente todo o ano passado) já havia sido particularmente quente no Pantanal, com o maior número de focos desde 2012. Em apenas 15 dias, agosto deste ano, porém, já tem o maior número de queimadas desde 2005, quando houve 5.993 focos ao longo de todo o mês, de acordo com dados captados pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Aquele foi o maior valor histórico de queimadas para o bioma em um único mês. No ritmo apresentado até agora, este mês pode passar a ocupar esse lugar. 

Julho deste ano já teve o maior registro para o período deste que o Inpe começou a compilar esses dados, em 1998. Foram 1.684 focos no mês passado. Até então, o maior valor tinha sido também de 2005. Julho daquele ano teve 1.259 focos, uma alta de 34%.

O Pantanal é considerado a maior planície inundável do planeta e mantinha mais de 80% de sua vegetação nativa. A região, que ocupa 1,76% do território brasileiro, abriga grande diversidade de espécies de fauna e flora.  A situação está dramática nos dois Estados, com o fogo atingindo áreas de reservas da vida selvagem, como a Estrada Parque Transpantaneira e o Sesc Pantanal.

O governo do Mato Grosso, que é coberto por Floresta Amazônica, Pantanal e Cerrado, estabeleceu uma moratória de queimadas no dia 1º de julho, mas a determinação não está sendo cumprida. Também há uma determinação do governo federal neste sentido para todo o País. Na semana passada, a capital Cuiabá amanheceu vários dias coberta de fumaça.

De acordo com levamento do Instituto Centro de Vida (ICV), nos primeiros 10 dias de agosto, foram registrados 1.074 focos de calor na porção mato-grossense do Pantanal, alta de 62% do que foi contabilizado em julho inteiro, com 662 focos. Em relação a todo o mês de agosto do ano passado, que teve 184 focos de calor, a alta é de 484%.

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,em-15-dias-fogo-no-pantanal-e-quase-o-dobro-do-registrado-em-agosto-de-2019,70003401642

Foto: ROGERIO FLORENTINO / EFE

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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