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Dilmar Dal’Bosco afirma que tem interesse em disputar o Senado, mas não irá competir com Júlio Campos

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Da Redação

O Democratas tem dois pré-candidatos para concorrer a vaga aberta após a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), porém ao que tudo indica Júlio Campos deverá mesmo ser o candidato do partido nas Eleições Suplementares.

Nesta quarta-feira (12), o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco, que é um dos pré-candidatos do partido afirmou em entrevista que apesar de ter interesse na vaga não irá disputar internamente contra o ex-governador Júlio Campos. “Com toda certeza eu jamais queria, e não vou fazer de forma nenhuma, competir dentro do meu partido com uma das pessoas que eu admiro muito e tenho orgulho de sempre estar ao lado no Democratas, que é o ex-governador e ex-senador Júlio Campos.” Disse Dal’Bosco.

Em janeiro, representantes do partido falaram publicamente que uma pesquisa seria feita para saber qual candidato teria mais chances de ganhar o pleito, porém, segundo Dilmar, a pesquisa é desnecessária já que jamais houve uma disputa interna no partido para a escolha de um candidato.

Dilmar lembrou ainda que o que move sua vontade de ser candidato é o fato de que jamais o Mato Grosso teve um senador da região Norte do Estado e que apesar da região ter mais de setecentos mil eleitores, jamais elegeu um representante. “Sou de uma região grande, uma região que tem setecentos mil eleitores. Nós não temos nenhum senador da República, nunca tivemos e poderia ser uma possibilidade.” Disse.

Ainda de acordo com o deputado, o que impede a região de ter um senador é justamente a disputa interna no Democratas e que ele irá respeitar a decisão que será tomada pelos partidários. “O que impede hoje, talvez, é que se no partido tem uma disputa, com toda certeza, eu vou respeitar o partido em primeiro lugar, o nosso diretório, aí eu vou avaliar junto com o senador Júlio Campos.” Declarou.

Nesta semana, o vice-presidente nacional do partido, senador Jayme Campos, afirmou em conversa com jornalistas que o Diretório Nacional do Democratas deu aval para a candidatura de Júlio Campos ao Senado Federal, porém, deixou claro que a decisão será tomada já nos próximos dias, já que Dilmar também tem interesse em disputar a vaga.

Foto: ALMT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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