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Desfile Cívico encerra programação do Jubileu de Ouro de Várzea Grande

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Da Redação

 

A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer está finalizando os preparativos para a realização do Desfile Cívico e Militar que vai fechar as comemorações do Jubileu dos 150 anos de fundação do município de Várzea Grande, programado para a próxima segunda-feira, dia 15 de maio, com início às 16h, na Avenida Couto Magalhães (em frente a Casa de  Artes). 

De acordo com o secretário Silvio Fidelis, todas as secretarias e órgãos da administração municipal estão envolvidos no planejamento e na realização do evento com participação de várias escolas municipais, estaduais, instituições civis, militares e de serviços, que se juntarão ao longo da avenida para homenagear a cidade e contar um pouco da história de sua gente. 

“Nosso Desfile Cívico e militar já se tornou um marco histórico que reforça o civismo de nossos estudantes, apresentando com orgulho para a comunidade, nossa tradição, nossa cultura e os valores de um povo trabalhador, ordeiro, hospitaleiro, que ama essa terra, que cuida de sua gente e que acredita no futuro, pois estão acompanhando as melhorias que vem acontecendo em Várzea Grande”, declarou a prefeita Lucimar Sacre de Campos. 

O tema escolhido para o Desfile Cívico deste ano: “Filhos de Várzea Grande” tem como foco a valorização do povo várzeagrandense, dos que aqui nasceram, das famílias que para cá vieram, se estabeleceram e todas as pessoas que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento da cidade de alguma maneira. O hino de Várzea Grande que será cantado pelos alunos ao longo de toda a apresentação cívica, serviu de enredo para a confecção das alegorias, que serão destaques na avenida com os carros alegóricos e alas escolares. 

Com duração estimada em uma hora, o Desfile Cívico Militar terá início a partir do voo panorâmico do helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), em seguida o Exército Brasileiro se apresenta, seguido pelos oficiais da Academia da Polícia Militar do Costa Verde acompanhada da banda da Polícia Militar, logo em seguida o batalhão do Corpo de Bombeiros com sua banda. 

Os alunos da EMEB Rita Auxiliadora de Campos Cunha serão os primeiros a entrar na avenida representando as escolas municipais, acompanhados pela Banda Municipal de Várzea Grande. A EMEB Manoel João de Arruda com seu carro alegórico contando um pouco da história no início dos tempos, seguida pelos alunos da EMEB Eunice César de Mello, homenageando o historiador Ubaldo Monteiro. 

A EMEB Antonio Salústio Areis, com um pelotão de 100 estudantes vai destacar a hospitalidade do povo várzeagrandense, seguidos pela fanfarra da EMEB Irenice Godoy com 25 componentes. Os alunos da EMEB Aristides Pompeo de Campos irão destacar os meios de transportes utilizados em outras épocas na cidade e a EMEB Maria Joana de Almeida vai prestar uma homenagem ao povo trabalhador de Várzea Grande. 

As manifestações artísticas e esportivas estarão sendo contadas pelos alunos da EMEB José Estejo de Campos, que vai destacar o teatro, a primeira orquestra e o esporte amador do município seguida pela EMEB Juvenília Monteiro, que tem como destaque o berço das redes de tear. A fanfarra da EMEB Lenine de Campos Póvoas com 30 componentes se apresenta sendo seguida pelos alunos da EMEB Dirce Leite de Campos com sua fanfarra e 20 bailarinas homenageando as primeiras academias de dança da cidade. 

A EMEB Pe. Luiz Maria Ghisoni destaca a religiosidade e tradição do povo, seguida pela EMEB Miguelina de Campos e Silva que, com a preocupação com o futuro e o meio ambiente encerram a participação das escolas, seguidos pelo pelotão dos servidores municipais. 

O desfile terá a participação ainda do grupo de Desbravadores, do Instituto Jaiminho com sua banda, dos grupos Demoley, Rotary Club, Lions Club, dos alunos do IFMT, da escola estadual Pedro Gardes, Fanfarra Desbravadores do Cristo Rei, da fanfarra da Escola Rhanulfo Paes de Barros, fanfarra da Escola Adalgisa de Barros, Assistência Social e Guarda Municipal, totalizando cerca de 5 mil participantes.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO FINAL DE SEMANA

13 de maio de 2017 (Sábado)

09:30 – Inauguração da Ponte em concreto armado do Córrego de Santana – Bairros São Gonçalo/Carrapicho

10:00 – Lançamento das obras da nova Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Antônio Lino de Campos – Bairros São Gonçalo/Carrapicho

10:30 – Assinatura da Ordem de Serviço para execução do projeto de pavimentação asfáltica do acesso aos Bairros São Gonçalo/Carrapicho

Local: Bairro São Gonçalo Beira Rio – Várzea Grande

 

14 de maio de 2017 (Domingo)

08:30 –Missa em Ação de Graças em comemoração ao Jubileu dos 150 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande

Local: Igreja Matriz – Nossa Senhora do Carmo – Av. Filinto Muller – Centro

22:00 – Grande Show Popular em Comemoração ao Jubileu dos 150 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande, com os cantores Chitãozinho e Xororó

Local: Centro de Eventos Univag – Cristo Rei

 

15 de maio de 2017 (Segunda-feira)

09:30 – Entrega de 1.281 unidades habitacionais do Residencial São Benedito

Local: Rodovia dos Imigrantes – Grande São Mateus

16:00 – Desfile Cívico e Militar em comemoração ao Jubileu dos 150 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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