Mato Grosso

Desembargador do TJMT revoga medida cautelar imposta pela Justiça e devolve cargo à Jânio Calistro

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Da Redação

Gilberto Giraldelli, Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), revogou a cautelar imposta pelo juiz da Terceira Vara Criminal de Várzea Grande, Moacir Rogério Tortato, e devolveu o cargo ao vereador de Várzea Grande, Jânio Calistro (PSD). O magistrado de primeiro grau, havia estabelecido em medida cautelar, o afastamento do vereador do exercício do mandato eletivo.

A defesa de Jânio Calistro ingressou com Habeas Corpus na Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob argumento de que “a fundamentação do juiz não é concreta, mas sim baseada em meras suposições e conjecturas para determinar o afastamento de Calistro do cargo público de vereador, mormente porque não está evidenciado nos autos de que ele integra grupo criminoso e que o cargo foi utilizado por ele para a consecução do crime que foi denunciado”.

O desembargador Giraldelli acolheu o pedido da defesa e deferiu a liminar suspendendo a decisão do juiz de primeiro grau.

“Diante do exposto, DEFIRO a tutela de urgência reclamada em prol de CALISTRO LEMES DO NASCIMENTO , e revogo a medida cautelar de suspensão/afastamento do exercício do mandato eletivo , outrora fixada pelo do d. Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande/MT”, decidiu Giraldelli, nesta sexta-feira (27).

De acordo com o desembargador, o magistrado singular aplicou ao vereador a medida de suspensão/afastamento do exercício da vereança por entender que as atribuições inerentes lhe trazem um “empoderamento”, em razão do qual pode perpetuar o cometimento de ilícitos, “haja vista a real possibilidade de o cargo fortalecer o agente em tal prática, como, inclusive, há fortes indícios de que assim tenha ocorrido na prática dos delitos ora em análise”, ou mesmo praticar atos que comprometam a lisura da instrução criminal. Contudo, destacou Giraldelli, que o juiz não cuidou de descrever as situações concretas que demonstram o justo receio externado, sendo insuficiente a mera cogitação teórica da possibilidade de sua ocorrência.

Calistro, estava preso desde 19 de dezembro de 2019, durante a operação Cleanup, que investigou um suposto grupo criminoso, em tese, dedicado à atividade relacionada ao tráfico de drogas em Várzea Grande, teve a liberdade concedida em 20 de março de 2020, pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Gilberto Giraldelli.

Foto: Câmara de Várzea Grande

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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