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Deputados debatem impacto da Covid-19 nos setores produtivos de MT

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Da Redação.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) voltou a discutir os impactos econômicos em decorrência à pandemia. Nesta terça-feira (09), o primeiro-secretário da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), salientou a importância do trabalho em conjunto com representantes da indústria, comércio e turismo para formatar uma proposta que será apresentada ao Governo do Estado para impedir que empresas encerrem suas atividades. 

A afirmação de Botelho foi dada durante a segunda reunião remota extraordinária da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo em conjunto com a comissão especial do Observatório Socioeconômico Social, sob o comando do deputado Carlos Avallone (PSDB), que contou também com a participação de empresários e da bancada federal. Na pauta, a ampliação dos prazos para pagamento dos financiamentos na Desenvolve MT, Fungetur, que financia infraestrutura física, máquinas, equipamentos e capital de giro para microempreendedor individual (MEI), micro e pequena empresa que atuam em atividades econômicas e Pronamp, financiamento para custeio e investimentos dos médios produtores rurais em atividades agropecuárias. Também novo financiamento para os afetados com a pandemia através da Desenvolve MT e Governo Federal. 

“Estamos aqui numa live com empresários do setor de bares, restaurantes e eventos, com o deputado Carlos Avallone, presidente do Observatório que foi criado pela Mesa Diretora no ano passado. Essa reunião é para levarmos uma proposta ao governador que possa amenizar o sofrimento desse setor, que está passando por uma dificuldade muito grande, inclusive, muitas empresas não vão ter condições de reabrir mais e não queremos que isso aconteça! Então, essa busca dos deputados é para que junto com o governo possamos encontrar uma solução que possa amenizar e garantir que o setor sobreviva aos fortes impactos causados pela pandemia”, avaliou Botelho, ao ressaltar que já há sinalização positiva do governo.

 

Foto: ANGELO VARELA

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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