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Depois de diversas tentativas de se esconder, foragido por homicídio é localizado no litoral catarinense

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Prisão contou com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. A vítima, uma mulher de 27 anos, foi cruelmente espancada e torturada até a morte há 10 anos, em Cáceres

A trajetória de fugas de um foragido da Justiça, que cometeu um bárbaro homicídio no interior de Mato Grosso, chegou ao fim com a captura do criminoso na segunda-feira (10), na cidade de Balneário Camboriú, no litoral catarinense. A prisão ocorreu depois de informações repassadas pela Gerência de Polinter e Capturas de Mato Grosso à Polícia Civil de Santa Catarina, que levaram à prisão do homem de 30 anos. 

A Polinter recebeu no início deste ano uma solicitação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres para localizar o atual paradeiro do fugitivo, que foi identificado e investigado como autor de um brutal homicídio ocorrido o em 11 de fevereiro de 2011, que vitimou Benedita de Paula Nunes, de 27 anos. A vítima foi cruelmente espancada e torturada até a morte e encontrada em sua residência totalmente despida e com várias lesões no corpo. O crime chocou moradores da cidade diante da gravidade e da forma cruel como a vítima foi morta.

Com o avanço das investigações realizadas pela DEDM de Cáceres e com a autoria do crime definida, após representação criminal da autoridade policial, o Poder Judiciário decretou em outubro de 2019 a prisão preventiva do investigado. Desde então, o autor do crime passou a ser considerado foragido da justiça.

Por diversas vezes, a Polícia Civil tentou capturá-lo, mas sem sucesso, pois ele se refugiava na Bolívia, de onde retornou poucas vezes ao Brasil.

Em fevereiro deste ano, a Polinter chegou a enviar uma equipe a Cáceres, mas as buscas pelo foragido não tiveram êxito. Uma última tentativa foi realizada para localizá-lo em Goiânia, contudo, com os dados obtidos no decorrer das investigações, a equipe da Polinter conseguiu apurar o possível paradeiro do foragido, cujas informações levavam à região Sul do Brasil.

Em um trabalho em conjunto com a equipe do delegado Vicente Soares, da Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú, os policiais civis do município catarinense checaram prováveis locais onde ele poderia esta e com apoio da Polícia Militar local conseguiram realizar a prisão nesta segunda-feira.

As buscas pelo foragido contaram também com o auxílio da Delegacia Regional de Cáceres.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, onde ele já responde a processo pelo crime e para onde deverá ser recambiado.

 

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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