Mato Grosso
“DEM uma panela de pressão”: teria motivado Luiz Celso desistir da disputa pela Prefeitura de Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação.
O secretário de viação, obras e serviços urbanos de Várzea Grande, Luiz Celso de Morais Oliveira, que tinha o nome como um dos pré-candidatos, para concorrer à Prefeitura da “Cidade Industrial”, teria sido o primeiro a desistir da disputa, devido a grande pressão interna do DEM municipal.
Desde o início deste ano, que tanto as lideranças políticas, como a população, procuram saber quem será o sucessor da prefeita Lucimar Campos, um nome que teria condições de dar continuidade ao trabalho que a chefe do executivo vem disponibilizando à população.
Nas últimas semanas, nomes como do empresário Flavio Vargas (PSB), do vice-prefeito José Azama (DEM), do ex-presidente do DEM municipal Júlio Pacheco, do ex-prefeito Dr. Wallace Guimarães (PV), do secretário de governo Kalil Baracat (MDB), do vereador e presidente da Câmara Municipal Fábio Tardim, do secretário de educação, Silvio Fidelis e o secretário, Luiz Celso eram apontados como os pré-candidatos para disputar a próxima eleição municipal.
Segundo informações de bastidos, o grupo da família Campos está com um grande problema, que é encontrar um nome em condições de disputar, vencer e gerir as questões políticas e administrativa a cidade, como também do grupo.
Um dos maiores problemas que teria motivado a desistência do secretário Luiz Celso em disputas a Prefeitura, é que o DEM já tem vários nomes, e que as questões e critérios para a escolha do pré-candidato, teria ultrapassado as fronteiras da cidade, causando interferência da esfera estadual.
Neste caso, Luiz Celso que sempre se considerou um soldado do partido, teria visto que era melhor recuar no momento, com intenção de colaborar para que a sigla tenha condições de escolher o melhor nome, sem causar transtornos dentro do partido.
“De acordo com os bastidores da política, a fala do deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho cobrando posicionamento do senador Jayme Campos a disputa eleitoral, teria motivado, tanto a desistência do secretário Luiz Celso, como também, a saída de Júlio Pacheco da presidência do DEM municipal”.
Hoje, o DEM tem vários nomes como pré-candidato que pode disputar a eleição, como do vice-prefeito José Azama, do Júlio Pacheco e do vereador Fabinho, há quem diga que nomes de fora do partido também pode receber o apoio do grupo da família Campos, mesmo contrariando as diretrizes do DEM estadual, que reluta em ter candidatura própria nas maiores cidades de Mato Grosso.
O secretário Luiz Celso foi procurado para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não foi localizado.
Foto: matogrossoeconomico
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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