Mato Grosso

Delação à vista abre caminho do Centro de Custódia para os conselheiros afastados do TCE-MT

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Mato Grosso

Da Redação.

José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva, Elizabete Queiroz, Jandir Millan, Jacimauro Bento do Carmo e Olavo Lage podem ter ligação direta, com mais um esquema milionário de desvio de recursos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

“Mais uma vez, aparece a empresa Travessia prestando serviços com valores milionários para o TCE-MT, no período de presidência do o conselheiro afastado, Walter Albano da Silva”.

Devido as denúncias realizadas pelos jornalistas Laerte Lannes, Pedro Ribeiro e Claudio Natal relatando as atividades que caracterizam atos de corrupção, que foram protocoladas em uma verdadeira peregrinação no Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de Mato Grosso e Polícia Federal, desencadeou em uma sequência de operações da polícia, quando fizeram uma verdadeira varredura na vida pregressa dos conselheiros afastados e seus comparsas.

“Durante esta semana, o ministro Raul Araújo determinou a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico dos conselheiros afastados, com também de mais de 30 pessoas e mais de 30 empresas”.

Como o cerco está fechando, o verdadeiro ditado popular de que, “quem pode mais chora menos”, está acontecendo, já que aqueles supostamente envolvidos estão esperneando, porque sabem que a “corda sempre arrebenta do lado mais fraco”, que neste caso, fica por conta de Jocimauro Bento Carmo e Olavo Lage.

“De acordo com os relatórios dos processos de fiscalização, só neste caso, o desvio de recursos públicos foram cerca de R$ 5 milhões”.

Desses nomes envolvidos, José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva, Elizabete Queiroz, Jandir Millan, Jacimauro Bento do Carmo e Olavo Lage, o Ministério Público Federal, juntamente com a Polícia Federal, já estão cuidando dos casos dos cinco conselheiros afastado, que menos dias, ou mais dia, terão que se apresentar na Justiça.

“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ainda vai mostrar a sua força para o empresário Jandir Millan”.

Resta saber como vão ficar os casos do empresário Jandir Millan que tem seu nome envolvido em supostos esquemas de corrupção, desde a época do já falecido governador Dante Martins de Oliveira, isso mostra que seus tramites são extremamente fortes.

“O nome do empresário Jandir Millan é apontado em atividades caracterizadas como corruptas, em várias licitações dentro e fora do TCE-MT, no período que os cinco conselheiros afastados se revezavam na presidência da instituição”.

Com a última operação da Polícia Federal, que realizou buscas na semana passada, em alguns estabelecimentos supostamente ligados a três conselheiros afastados, os menos favorecidos estão preocupados com as suas situações.

Não estão aguentando a pressão.

Segundo informações de bastidores, uma delação premiada já estava sendo colocada como opção, para que Jocimauro Bento Carmo e Olavo Lage evitassem de degustar da quentinha do Centro de Custódia da Capital. Neste caso, os dois estariam dispostos a relatar e apresentar provas de como o esquema de desvio de recursos públicos acontecia dentro do TCE-MT.

Patrimônios ocultos: Novos indícios do crime em família.

Investigações realizadas pelos jornalistas Laerte Lannes, Pedro Ribeiro e Claudio Natal encontraram novos indícios que comprovam atos de corrupção, com enriquecimento ilícito, por parte do conselheiro afastado Antônio Joaquim, através de compra de milhares de hectares de terra, fazendas no município de Novam Mutum, neste caso, as propriedades estaria em nome do seu gero, Rafael Cotrim, o que recebeu a visita da Polícia Civil, por suposto envolvimento de desvio de recursos da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.

Foto: Ilustração.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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