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Defesa Civil de Cuiabá orienta população sobre cuidados no tempo seco

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Da Redação

Nesta segunda-feira (10), a umidade relativa do ar em Cuiabá está prevista para ficar entre 15% e 45% e, na terça-feira (11), a previsão é que esse quadro fique pior ainda, entre 12% a 39%, de acordo com o site Climatempo. A umidade está bem abaixo dos 60% a 80% considerados ideais para a saúde humana, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, não há previsão de chuva para os próximos dias e as queimadas urbanas e rurais interferem diretamente na qualidade de vida dos cuiabanos, causando ressecamento da pele, dos olhos e das mucosas, dificuldade em respirar, sangramento nasal, problemas pulmonares, entre outros. Os mais afetados são as crianças e os idosos. Diante desse quadro de estiagem extrema, a Defesa Civil de Cuiabá alerta a população para os cuidados que se deve tomar. Confira:

– Evitar a prática de atividades físicas (exceto natação) ao ar livre e exposição ao sol entre as 10 e 16 horas, especialmente entre as 12 e 15 horas, período de maior calor do dia, quando a umidade do ar fica mais baixa.

– Aumentar a ingestão de líquidos, que podem ser água, sucos, frutas aquosas (melancia, melão, laranja), chá, entre outros.

– Colocar vasilhas ou baldes com água nos ambientes, ou mesmo toalhas molhadas nas janelas. Se disponível, usar umidificador de ambiente, para melhorar o nível de umidade do ar.

– Na alimentação, procurar usar alimentos mais leves, com muitas folhas (saladas) e legumes (quanto mais aquoso melhor, tomate, chuchu, abobrinha) evitando produtos industrializados e enlatados, aumentar a oferta de sucos naturais, água de coco e frutas com alto teor de água (melancia, maça, laranja, melão, uva, tangerina, manga, caju).

– Notando sinais de desconforto ou sinais de dificuldade na respiração, desânimo e abatimento, o auxílio médico deve ser procurado de imediato.

– Não queimar o lixo ou as folhas secas.

Como a umidade está com a mínima de 12%, Cuiabá já se encontra em estado de alerta, conforme a classificação de risco da Defesa Civil. Por conta disso, é preciso tomar cuidados adicionais, além dos já elencados, como hidratar olhos e narinas com soro fisiológico.

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Cuiabá, José Pedro Ferraz Zanetti, no domingo (9), a capital mato-grossense quase chegou a 10% de umidade relativa do ar, o que representa estado emergência. Nesse caso, é indicado também suspender atividades que exijam a aglomeração de pessoas em recintos fechados, como aulas, cinemas, no horário entre 10 e 16 horas. Isso já está sendo colocado em prática por conta da pandemia de Covid-19, mas vale o alerta porque não seguir as recomendações das autoridades neste período significa aumentar as chances de ter que precisar das unidades de saúde.

“A situação está crítica com a umidade relativa do ar muito baixa, já quase beirando 10%. Por isso, a gente pede que a população adote as medidas de prevenção à saúde e não coloquem fogo em terrenos, não queimem lixo. Quando juntar as folhas secas do quintal, em vez de colocar fogo, põe num saquinho de lixo que o caminhão coleta e leva para o local adequado. A fumaça do fogo, além de fazer mal para toda a população, provoca problema respiratório. E esse pessoal que passa mal com problema respiratório vai acabar na mesma fila de quem está com Covid-19”, afirma Zanetti.

Para acompanhar os níveis de umidade relativa do ar, o diretor da Defesa Civil municipal recomenda que as pessoas se informem através dos sites do Instituto Nacional de Meteorologia — Inmet (www.inmet.gov.br), Climatempo (www.climatempo.com.br), entre outros.

 

 

 

Foto: Portal da cidade de Lucas do Rio Verde

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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