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Cuiabá prorroga suspensão de atividades escolares até a data de 17 de maio

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Da Redação.

A Prefeitura de Cuiabá decidiu prorrogar a suspensão das atividades escolares na rede pública e privada até o dia 17 de maio. O planejamento foi apresentado durante videoconferência com Ministério Público do Estado de Mato Grosso realizada na manhã de hoje, 27. Durante a reunião, que contou com a participação do secretário municipal de Educação, Alex Vieira, foi anunciado um plano estratégico de retomada gradativa e segura das atividades escolares de ensino de Cuiabá. 

A rede municipal atende um total de 54 mil alunos, distribuídos em 164 unidades escolares. Já na rede privada, são 55 mil estudantes, de 267 estabelecimentos de ensino. Por medida de segurança, a Prefeitura de Cuiabá, que já havia suspenso as atividades até a data de 10 de maio, amplia o período de paralisação, visando salvar e proteger a saúde e a vida dos estudantes.

Na rede pública, seguindo as especificidades do plano estratégico, foi definido que o ensino infantil (crianças de 0 a 3 anos) retorna no dia 18 de maio. Já no dia 25 de maio, crianças de 4 a 5 anos voltam a ser atendidas. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) será retomada no dia 1º de junho. Na mesma data, os alunos do 6º ao 9º ano, do ensino fundamental, também regressam às atividades. 

Por fim, no dia 8 de junho, é a vez do retorno dos alunos do 1º ao 5º ano. “São essas as datas para retomada gradativa na rede municipal”, explicou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Para a atividade privada, a educação infantil (berçário) e educação superior retomam no dia 18 de maio. O ensino médio e fundamental voltam as ações no dia 25 de maio.

“Dessa forma, estabelecido o plano, elaborado com muita responsabilidade, se não houver nenhum descontrole da Covid-19, nós estaremos implementando esse calendário de retomada gradativa das atividades escolares no ensino público e privado. Todos devem seguir medidas rigorosas de biossegurança. Teremos reunião com MPE, com o Sindicato, para avaliar a ações”. 

No próximo dia 14, uma nova reunião será realizada para análise do cenário de disseminação da pandemia e verificação da viabilidade de efetivação das medidas programadas.

 

Foto: Prefeitura de Cuiabá.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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