Mato Grosso
Crime organizado rural: grupo é acusado de colher vários hectares na madrugada e transportando com notas frias
Mato Grosso
Da Redação
Gerenciamento de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Corregedoria da Polícia Militar e Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso estão sendo solicitados, para checar as denúncias de esquemas de notas frias, e roubos de plantações, que estão supostamente sendo realizadas nos municípios de Paranatinga e Novo São Joaquim.
De acordo com o denunciante, que pediu para não ter a sua identidade revelada, temendo por sua integridade física, um esquema de notas frias estão sendo realizada na colheita do milho, na cidade de Novo São Joaquim e Paranatinga.

Foto: Divulgação
“O esquema de notas frias já teria gerado um prejuízo milionários aos cofres públicos do Estado de Mato Grosso”.
O proprietário da fazenda já teria tido um prejuízo de mais de R$ 125 mil, porque homens com escolta armada, estariam fazendo a segurança daqueles que estavam colhendo e transportando o milho.
O esquema está sendo apontado como novo formato de roubou, quando uma equipe compostas por dois ou mais caminhões, mais duas colheitadeiras, estão invadindo as propriedades na madrugada, e colhem dezenas de hectares em poucas horas.
Os gerentes e proprietários das fazendas estão sendo surpreendidos pela manhã, com o campo vazio, com vários hectares totalmente colhidos, em poucas horas, sem saber para onde é que foram parar os produtos.
“Um grupo estaria invadindo fazendas durante a madrugada, colhendo o milho durante a noite toda, e transportando em caminhões que obtinham com notas frias”.
O Boletim de Ocorrência (BO) foi lavrado e a denúncia foi realizada no Ministério Público e Delegacia Fazendária.
As vítimas esperam que o Governo do Estado tome providência o mais rápido possível, para evitar um confronto de seguranças armados.
Foto:Foto: deborareichert

Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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