Mato Grosso

CRAS irá ajudar população que precisar do auxilio do Governo Federal

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Mato Grosso

Da Redação

Com a notícia divulgada pelo Governo Federal quanto ao  pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais afetados pela crise do novo coronavírus, a demanda nas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) aumentou nos últimos dias.

Diante desse novo cenário, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, esclarece que as 14 unidades existentes e Cuiabá estão abertas, prontas para atender à população no sentido de orientar e informar os procedimentos a serem tomados para receber o auxílio denominado como “coronavoucher”. O pagamento será feito por três meses e o valor poderá chegar a   R$ 1.200 para mães responsáveis pelo sustento da família.

No entanto, o secretário municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência informa que o município ainda não recebeu nada oficial do Ministério da Cidadania, mas já preparou toda equipe técnica para dar todo suporte necessário a essas pessoas de baixa renda da Capital. “O nosso pedido é que as pessoas tenham calma. Todas as informações que forem sendo recebidas pelo Governo Federal estaremos repassando para os nossos munícipes. Além do mais, é uma preocupação da gestão Emanuel Pinheiro prestar um serviço de excelência as famílias em risco de vulnerabilidade social”, salientou.

De acordo com o secretário, a grande procura nas unidades dos Cras se deve a um dos principais requisitos para recebimento da ajuda é de que a pessoa deve estar cadastrada no CadÚnico. Só aqui na Capital são mais de 75 mil famílias cadastradas. E para aquelas pessoas que ainda não estão no cadastro único deverão fazer pelo site do Governo federal que ainda não divulgou o link de acesso. O governo que fará o cruzamento das informações para verificar se a pessoa tem direito ou não de receber o “coronavoucher”

“Estamos atentos para obter conhecimento de todas as informações sobre esse benefício que veio em ótima hora e que vai ajudar e muito essas famílias nesse momento de enfrentamento a pandemia do coronavírus. Registro aqui também que as pessoas devem se informar sobre os pré-requisitos que estão sendo exigidos. O auxílio de 600,00 não será pago para toda população”, esclareceu Coelho.

O objetivo da ajuda é amenizar o impacto econômico causado pela pandemia do COVID-19 em face dos trabalhadores que tiveram sua renda reduzida ou a perderam.

Foto: Luiz Alves/Prefeitura CBA

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Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência

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O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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