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Coronavírus salva Selma, da fôlego para Pivetta e manterá prefeitos e vereadores mais tempo no cargo

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Da Redação

A pandemia do coronavírus mudou o cenário na política no Estado de Mato Grosso, onde era para ter três eleições neste ano de 2020, começando com a eleição suplementar ao Senado da República, as eleições municipais para a escolha de vereador e prefeito e a escolha da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Com a pandemia do coronavírus, que a maioria dos Estados, Municípios, e Instituições Públicas estão decretando estado de quarentena, ou período de isolamento por tempo indeterminado, a eleição suplementar ao Senado da República, já foi suspensa por tempo indeterminado.

Para o cargo de senador não ficar na vacância, a senadora Selma Arruma (Podemos) que teve o mandato cassado, continua exercendo a função, até que uma nova data para eleição suplementar seja marcada e realizada.

“O candidato Otaviano Pivetta ganha fôlego, tendo mais tempos para percorrer o estado, buscando musculatura para sua campanha”.

Na sequência, está programada para a realização da eleição municipal, quando as pessoas escolhem os prefeitos e vereadores, em outubro, que poderá também ser adiada, com o agravamento dos casos do coronavírus no Brasil.

A chegada do Inverno.

De acordo alguns especialistas da área da saúde, como no Brasil ainda estamos na estação do verão, período que não é propício para qualquer tipo de gripe ou infecções respiratórias e pulmonar, o pico do coronavírus ainda está por vir, com a chegada do outono e inverno, quando as temperaturas baixas atingem principalmente as regiões sul e sudeste do Brasil.

“O pico do coronavírus atingiu a Europa em pleno inverno”.

Mesmo em Mato Grosso possuindo apenas as frentes frias no período de inverno, a baixa umidade do ar, com o período da seca, propicia o ambiente das gripes e infecções respiratórias, o que pode agravar o aumento dos casos do coronavírus na região.

Os especialistas explicam que o pico da pandemia do coronavírus no Brasil, pode coincidir com o final do inverno, no mês de setembro, quando começa o período eleitoral, situação que poderá mudar as datas das eleições municipais, adiando por tempo indeterminado, deixando prefeitos e vereadores por mais tempo no cargo.

No caso da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, quando os deputados escolhem o presidente, vice-presidente e primeiro secretário, mesmo com o pedido de antecipação desta eleição, a pandemia do coronavírus deve também adiar mais esta eleição, deixando o presidente, deputado Eduardo Botelho no cargo por mais tempo, já que a Casa de Leis está reduzindo a prestação de serviço para população e deve fechar as portas nos próximos dias.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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