Mato Grosso
Coordenadores de 17 municípios do PDI aprovam o uso de ferramentas virtuais
Mato Grosso
Da Redação.
Coordenadores de 17 municípios do projeto 2 do Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI) participaram de reunião por videoconferência na última quarta-feira (03), com a equipe técnica do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para avaliação dos resultados das ações do primeiro quadrimestre e da nova forma de interação por meio das ferramentas virtuais.
Por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as reuniões têm sido por videoconferência e a Secretaria de Articulação Institucional (SAI) tem realizado esta atividade, além de estimular e acompanhar as audiências públicas virtuais.
A secretária da SAI do TCE-MT, Cassyra Vuolo, avaliou a reunião como muito produtiva com avanços registrados nas ações de controle social e de transparência. “Muitos conselhos compreenderam a importância de estar presente durante o processo de execução das políticas públicas e, inclusive, elaboraram planos de ação para verificação e monitoramento dos resultados para o ano de 2020”.
Outro fato destacado pela secretária é que “mesmo neste período da pandemia, percebeu-se uma maior interação virtual dos coordenadores com os secretários municipais, controladores internos e presidentes de conselhos”.
Cassyra comentou que com a orientação do TCE para que os municípios utilizem as ferramentas virtuais para realizem as audiências públicas das Leis Orçamentárias e da LRF, os conselhos passaram a acompanhar essas ações do Executivo. “Um envolvimento de fundamental importância para o acompanhamento e fiscalização da gestão, nestes tempos”, ressaltou a secretária da SAI.
O avanço nas ações do controle social, também é percebido e mencionado pela coordenadora do projeto 2 do PDI em Alta Floresta, Valéria Magri Albino. “este ano houve consideráveis avanços nas ações de controle social. Todos os conselhos, antigos e novos, conseguiram fazer os seus planos. Cada presidente se reuniu e definiu as atividades que serão realizadas em consonância com as demandas da sociedade inseridas no plano estratégico da cidade”.
A evolução foi comemorada por Emerson Miller coordenador do Projeto 2 do PDI de São José dos Quatros Marcos, “estamos vivendo um momento de qualidade! Tivemos muitos enfrentamentos para chegar na elaboração dos planos de ação. Entretanto, o importante é que todos entenderam a metodologia, o resultado a ser alcançado e produziram seus documentos a partir de sua realidade. E isso vai contribuir para que a população entenda ao que estamos fazendo e compreendam que teremos que continuar com as ações públicas e atender as demandas do cidadão”, afirmou.
Participaram da reunião, os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sinop, Tapurah, Sapezal, Água Boa, Alta Floresta, Nortelândia, São José dos Quatro Marcos, Juscimeira e Diamantino.
O PDI
Foi instituído em 2012 pelo TCE-MT com o objetivo de contribuir para a melhoria dos serviços públicos. A expectativa do programa é introduzir na administração pública e na sociedade as culturas do planejamento, da transparência, do controle social, da educação continuada, da eficiência e da inovação.
Ao todo, são seis projetos que integram o programa PDI, sendo eles: Projeto 1- Apoio ao Planejamento Estratégico; Projeto 2 – Incentivo ao acesso à informação e à Consciência Cidadã; Projeto 3 – Orientação por meio de cursos presenciais e à distância; Projeto 4 – Controle Gerencial utilizando o sistema GeoObras; e Projeto 5 – Modernização Institucional e o Projeto 6 – TCEndoCidadania.
O foco do PDI é o desenvolvimento do TCE-MT e das instituições públicas fiscalizadas, a partir da transferência de conhecimento, tecnologias e boas práticas de gestão.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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