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Comissão de Saúde reúne secretários de Mato Grosso para discutir a vacinação no estado

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Encontro contou com a participação do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, do Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT), Marco Antônio Norberto Felipe, secretários de saúde municipais e membros da comissão.

Da Redação

Em sua terceira reunião este ano, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa debateu a situação e as estratégias do plano de imunização em Mato Grosso. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (18), foi realizado por meio de plataforma digital e contou com a participação do secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, do Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT), Marco Antônio Norberto Felipe, secretários de saúde municipais e membros da comissão. 

“Uma das principais questões que precisa ser debatida é quanto à disponibilidade de vacinas para a segunda dose, assim como os critérios para comprovação de comorbidades dos novos grupos prioritários e sobre a possibilidade melhorar a logística de vacinação para diminuir as ausências dos grupos de risco, principalmente para a segunda dose”, defendeu o presidente da comissão, Dr. João (MDB). 

O secretario de saúde do estado, Gilberto Figueiredo, ressaltou a necessidade dos municípios manterem a coesão com o planejamento nacional e estadual de vacinação. A distribuição das doses para os municípios, segundo ele, seguem cronograma para garantir a conclusão do esquema de vacinação de cada grupo que inicia a imunização. “Aos municípios, cabe definir como isso vai ser feito, mas o que está acontecendo é que muitas prefeituras estão adotando estratégias que confrontam o plano nacional e também estão incluindo públicos que não são elegíveis pelo plano nacional de imunização e isso tem ocasionado uma demanda maior que não é possível repor nem fazer novo pedido para garantir a segunda dose”, alertou. 

Para o presidente do Cosems/MT, Marco Antônio Felipe, um dos maiores complicadores para garantir o cumprimento do plano tem sido a dificuldade dos municípios manterem a orientação sobre os grupos prioritários definidos para cada etapa. “Temos alertado constantemente quanto ao risco de faltar vacina, se o protocolo não for seguido. Não é por falta de orientação que isso está acontecendo”, afirmou. Além dessas inclusões que aumentam a demanda, ele destacou que realmente existe uma perda técnica e que, apesar dela compor o cálculo da distribuição de doses, isso compromete o parâmetro final no quantitativo dos imunizantes.

Outra dificuldade levantada pela secretária de saúde de Cuiabá, Ozenira Felix, é quanto às exigências comprobatórias dos portadores de comorbidades que compõem o público definido para receber as vacinas da Pfizer. Segundo ela, a necessidade do laudo gerou uma procura às unidades de saúde de atenção básica para atendimento e realização de exames. “Diante das dificuldades, foi feita a flexibilização de alguns critérios como incluir receita, atestado médico ou levar uma cópia do prontuário, além do laudo, como comprovação. Também foi disponibilizado atendimento específico em algumas unidades só para atender essa demanda”, explicou Ozenira.

Ela destacou que a principal preocupação é quanto ao prazo para utilização dessas vacinas, que é mais curto e a adesão desse público está mais baixa, diante da dificuldade com os documentos que mostrem a necessidade da imunização diante das comorbidades existentes.

A estratégia do plano de vacinação é um dos pontos mais críticos apontados pelo deputado Lúdio Cabral (PT). O parlamentar defende a despolarização dos centros de vacinação e inclusão das salas de vacinação das unidades de saúde que ficam nos bairros para atender a população mais vulnerável, cuja locomoção até os pontos é mais difícil. “Essa dificuldade é uma injustiça sem tamanho com a parcela mais vulnerável da sociedade. A população mais empobrecida, a de menor renda, é a que está tendo maior dificuldade de acesso à vacina, sendo que a maioria reside em regiões que contam com unidade de saúde pública e que dispõem de sala de vacinação, mas a vacina está distante deles”, lamentou.

Ele disse que a dificuldade para essa parcela da população se acumula com todo processo que envolve dispor de internet para agendar, locomoção para chegar até os locais e acesso às informações para cumprir o esquema. “Essa população tem um hábito de procurar esse postos, que são referência para eles. É preciso urgentemente incluir essas salas de vacinação no plano estadual, para a vacina chegar para quem mais precisa de cuidados e que está tendo mais dificuldades”, defendeu.

Também foram levantados outros pontos que precisam ser trabalhados para melhorar a eficiência em Mato Grosso, como a logística para diminuir o tempo entre a chegada dos imunizantes e a distribuição para os municípios, bem como o controle no atendimento para que as doses do município atendam somente aos residentes, para não comprometer a estimativa na distribuição. Diante das questões levantadas, a comissão pretende marcar novas reuniões com os representantes da saúde do estado para acompanhar os avanços e discutir melhorias.

Também participaram do encontro os deputados Dr. Eugenio (PSB), Dr. Gimenes (PV) e Paulo Araujo (PP).

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Moretto defende empréstimo de R$ 1,5 bilhão e destaca apoio aos produtores rurais

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Durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para analisar o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão apresentado pelo Governo do Estado, nesta quarta-feira (28), o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio à operação e destacou a importância de manter os investimentos públicos diante da previsão de redução na arrecadação com o encerramento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2), em dezembro deste ano.

Moretto também ressaltou o compromisso do governador Otaviano Pivetta com o setor produtivo, especialmente diante da flexibilização das contribuições do Fethab 2. Segundo o parlamentar, os produtores rurais são parceiros importantes do Estado, contribuindo tanto financeiramente quanto com iniciativas na elaboração de projetos para obras de infraestrutura.

“Além de pagar o Fethab, o produtor doa insumos e paga projetos. Ele é parceiro do estado de Mato Grosso e, neste momento, esse segmento necessita de uma trégua”, afirmou Moretto, ao defender medidas que considerem as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo.

O deputado também chamou a atenção para a necessidade de ampliar os investimentos em habitação popular, principalmente na Região Oeste. Ele destacou que, das 40 mil moradias contratadas pelo Governo do Estado, algumas unidades foram destinadas à região, citando a construção de casas em Campos de Júlio.

Para Moretto, a manutenção da capacidade de investimento do Estado é importante para dar continuidade a programas de infraestrutura e habitação, promovendo melhorias na qualidade de vida da população mato-grossense.

Fonte: ALMT – MT



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