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Cinco tratores usados para desmatamento no Pantanal são apreendidos

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Da Redação

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apreendeu cinco tratores utilizados em desmatamento no Pantanal, no município de Poconé. A partir do trabalho de monitoramento realizado pela Sema, foi possível impedir que o desmatamento fosse concluído, evitando o emprego de fogo, que poderia resultar em mais uma frente de incêndio florestal.

Os tratores foram apreendidos na quinta-feira (10.09) na fazenda Bom Jesus III por fiscais da Coordenadoria de Fiscalização de Flora e retirados do proprietário, que é prestador de serviço contratado pelo dono da área desmatada. Estava ocorrendo a destruição de Área de Preservação Permanente (APP), já com descaracterização total do Bioma, com a retirada de mata ciliar ao redor de uma lagoa natural, pequeno refúgio para os animais silvestres como inúmeros jacarés e aves que se encontravam no local.

Conforme constatações realizadas pelos fiscais no local /e confirmadas por responsável pelo desmate, o intuito era concluir o desmatamento e queimar as leiras com material lenhoso, para em seguida realizar a semeadura de pastagem exótica, visando expansão da atividade de pecuária. As multas estão sendo calculadas.

A Sema está focada no monitoramento diário do Pantanal. Se for constatado tentativas de desmatamento, equipes de fiscalização são enviadas para realizarem as constatações “in loco”, visando a responsabilização com autuação administrativa, apreensão e remoção de maquinários, efetivando assim a descapitalização imediata dos responsáveis por ilícitos ambientais. 

A ação de Fiscalização faz parte da Operação Arco Norte, que dentre outros números de produtividade, destaca-se a apreensão e remoção de 47 máquinas em seis meses. Somente na quinta-feira foram removidos seis tratores que estavam sendo empregados em ilícitos ambientais: cinco em Poconé e um no norte do estado, município de Nova União.

O serviço de remoção de maquinário é financiado pelo Programa REM-MT e as máquinas são depositadas no pátio da Sema em Cuiabá, gerenciado pela Coordenadoria de Bens e Produtos Retidos. Muitas dessas máquinas são destinadas a entidades sem fins lucrativos, prefeituras ou outros órgãos para realizarem obras de interesse público. Atualmente dez tratores estão sendo empregados no combate ao incêndio no Pantanal.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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