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Cinco ocorrências eleitorais são registradas em Cuiabá neste segundo turno

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Da Redação

Cuiabá registrou cinco ocorrências criminais relacionadas ao segundo turno das Eleições 2020. Os dados são do boletim do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) referente às primeiras cinco horas de votação. Ao todo, foram registados três casos de boca de urna, um de transporte de eleitores e um de tumulto eleitoral.

A votação para escolher o próximo prefeito da capital de Mato Grosso é realizada neste domingo (29.11) e segue até às 17h. Após este período, é iniciada a apuração dos votos. O GGI é composto por membros da Secretaria, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e da Polícia Federal (PF). Um dos pontos de monitoramento é no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Sesp.

Nesta manhã, os representantes das forças de segurança e do Tribunal Regional Eleitoral se reuniram, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), para acompanhar o início das votações nas 158 zonas eleitorais.

“A Sesp, em conjunto com o TRE, prevê uma eleição bem tranquila. A estrutura montada para o segundo turno aqui na capital é semelhante a estrutura do primeiro turno, com um diferencial que há bem menos locais de votação. O primeiro turno foi em todo o estado, então foi muito maior. Como hoje se limita apenas a Cuiabá, o planejamento do policiamento nos locais de votação é basicamente o do primeiro turno. Manteremos as atividades do gabinete até o encerramento das eleições”, enfatizou o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, Victor Fortes.

Desde a primeira hora de abertura dos locais de votação, 143 viaturas e 520 profissionais Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Politec estão atuando nas regiões centrais e periféricas do município.

O juiz auxiliar da Presidência do TRE, Lídio Modesto da Silva Filho, elogiou a parceria junto à Sesp no objetivo de garantir uma eleição segura.

“Mais uma vez agora no segundo turno estamos trabalhando em conjunto, de forma multi- institucional aqui no Gabinete de Gestão Integrada, um trabalho centralizado hoje, tanto na Sesp quanto na sede do TRE e, mais uma vez, temos certeza que todo o trabalho que foi desenvolvido de forma prévia será executado a contento e nós temos certeza que a eleição ocorrerá de forma tranquila, transparente e com total segurança em razão desta união que foi feita entre a Justiça Eleitoral e as forças de segurança”, declarou.

Cuiabá tem pouco mais de 378 mil eleitores aptos a votar. Assim como no primeiro turno, a apuração dos votos será realizada na Casa da Democracia, com número reduzido de pessoas visando a não aglomeração de eleitores e candidatos.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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