Mato Grosso
Chapada dos Guimarães terá Escola Técnica Estadual em agosto
Mato Grosso
Governo do Estado reativa estrutura da Escola Evangélica Buritis, onde funcionará a ETE
Da Redação
Patrimônio histórico de Chapada dos Guimarães (64 km ao Centro-Sul de Cuiabá), por onde passaram diversas gerações de alunos, a estrutura da Escola Evangélica Buriti, criada em 1923, agora é Escola Técnica Estadual Buriti. O termo de comodato, assinado na tarde desta terça-feira (20.06), entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec) e a Fundação Buriti, cede a estrutura da escola que, a partir de agora, integra a rede de Escolas Técnicas Estaduais (ETE’s).
Com isso, já são 10 ETE’s em funcionamento e mais oito em construção. Para o governador Pedro Taques, o resgate da história, aliado ao fomento à formação profissional é o foco do convênio. “Todo mundo tem uma história da Buriti para contar. É um patrimônio que precisa ser valorizado, assim como a comunidade de Chapada, que agora pode contar com a Escola Técnica para atender a demanda de qualificação de mão de obra em toda a região”, afirmou.
A escola iniciará as atividades em agosto deste ano, com estrutura administrativa completa, seis salas de aula, ginásio, instalações agrícolas e um potencial para ativação posterior de mais quatro salas e auditório. Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos Sávio Parreira, serão oferecidos cinco cursos técnicos. “Somente nesse primeiro semestre de funcionamento, serão atendidos 150 alunos nos cursos técnicos em Eventos, Técnico em Hospedagem e Técnico em Bar & Restaurante, além de dois cursos de línguas –inglês e espanhol”, reforçou.
Os cursos técnicos têm dois anos de duração e são direcionados aos alunos que estão matriculados a partir do segundo ano do Ensino Médio, ministrados no contra turno das atividades escolares. Já os cursos de idiomas são da modalidade Formação Inicial e Continuada (FIC) e estão abertos ao público geral. “As matrículas dos cursos técnicos serão feitas via Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) e devem iniciar em julho, já os cursos da modalidade FIC serão divulgados pela Escola e pela Secitec”, explicou Domingos Sávio.
Para o presidente da Fundação Buriti, Djaik Souza Neves, que também preside a Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara, a retomada é uma conquista, já que desde 2003 a escola encerrou as atividades com formação profissional. “A Escola Evangélica Buriti funcionava em regime de internato e convencional. É uma grande alegria resgatar a educação e os propósitos dela. A Fundação Buriti serve a sociedade, por meio da educação e é pautada pelos princípios cristãos. Contar com o Governo do Estado e a Secitec nessa missão é uma conquista que alcançará adolescentes, jovens e adultos que tanto carecem de formação educacional técnica e de valores”, destacou.
Conhecido como um município de vocação turística, Chapada dos Guimarães tem forte demanda em mão de obra qualificada no setor e os cursos oferecidos pela ETE Buriti já estão alinhados com a parceria da Prefeitura Municipal. “A Buriti tem uma história direta com a comunidade chapadense. Resgatar o vínculo social da escola com a expectativa de trazermos oportunidades aos nossos jovens é uma grande conquista. Nosso compromisso é unir alunos e empresários em um objetivo comum, que é o desenvolvimento de Chapada dos Guimarães”, afirmou a prefeita da cidade, Telma de Oliveira.
Escolas Técnicas Estaduais
Com a assinatura do termo, o Estado passa a ter 10 unidades em funcionamento, que atendem anualmente mais de 12 mil alunos, em aproximadamente 350 turmas, divididas entre cursos técnicos e de Formação Inicial e Continuada (FIC), em todo o estado. As regiões estão contempladas pelos municípios polos de Alta Floresta, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Diamantino, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Poxoréo, Cuiabá e, agora, Chapada dos Guimarães.
Para 2017 e 2018, estão em construção mais oito novas escolas técnicas, em Água Boa, Cáceres, Campo Verde, Juara, Matupá, Primavera do Leste e Sorriso. “O Governo do Estado está investindo R$ 85 milhões na construção destas unidades e mais R$ 1,5 milhão em reformas nas outras ETE’s. Isso representa o compromisso com a formação técnica profissionalizante e o desenvolvimento de Mato Grosso”, destaca o secretário Domingos Sávio.
Mato Grosso
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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