Economia
Capacitação será ofertada a produtores rurais de Várzea Grande
Economia
Da Redação.
Pequenos produtores rurais de Várzea Grande terão a oportunidade de ampliar sua produção e competir no mercado comercial, a partir da capacitação e profissionalização. A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). De janeiro a junho deste ano, ao menos 300 produtores rurais do município serão contemplados com 17 cursos de capacitação.
“O Senar-MT atua muito fortemente junto à agricultura familiar e a parceria com a Prefeitura vai proporcionar uma melhor qualificação dos produtores rurais da nossa cidade”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Santos.
Segundo o gestor, a parceria vai beneficiar diretamente os produtores através de oficinas com conhecimentos e estratégias para a maximização produtiva e minimização de seus custos, melhoria da gestão empresarial, aumentando seu faturamento e o número de mercados acessados através de capacitações empresariais.
“Várzea Grande já possui produções importantes vindas da agricultura familiar que tem papel fundamental para o abastecimento e movimentação da economia local como é caso da região do Limpo Grande que produz maxixe, pimentão, folhas e uma cooperativa que produz derivados de leite como mussarela, queijo, iogurte e compra boa parte da produção de leite dos pequenos produtores da baixada cuiabana. Nesse contexto, essa parceria com o Senar-MT, será muito importante para a agricultura familiar e vem somar, pois temos essa carência de capacitação, treinamento e acompanhamento dos nossos agricultores. Queremos proporcionar o crescimento da agricultura na cidade”, disse o secretário Célio Santos.
O primeiro curso será de produção caseira de conservas vegetais e hortaliças no período de 25 a 27 de janeiro, e o segundo será de produção de derivados do leite – requeijões, doces, iogurte e manteiga, de 25 a 29 de janeiro. Em fevereiro os cursos serão de relacionamento interpessoal, de 01 a 03; manutenção de tratores agrícolas, de 08 a 12; e jardinagem de 22 a 26. Em março serão oferecidos os cursos de inclusão digital rural (intermediário), de 01 a 05; olericultura básica, de 01 a 05; primeiros socorros, de 15 a 17; e, atendimento ao cliente de 22 a 24.
O calendário ainda prevê os cursos de “Negócio Certo Rural”, de 05/04 a 26/05; confecção de artesanato em ponto cruz, de 12 a 14/04; vacinação contra brucelose, de 19 a 20/04; artesanato com fibras sintéticas de 19 a 21/05; Mutirão Rural dia 19/05; produção de tomate, pimentão, pimenta, berinjela e jiló, de 24 a 28/05; avicultura básica (sistema caipira) de 14 a 18/06 e o Cine Senar, dia 19/06.
Conforme explica o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável da pasta, Everton Jupirani Navarro, os cursos serão ministrados nas comunidades próximo dos produtores com toda estrutura necessária. “O Senar-MT irá disponibilizar toda estrutura para as capacitações como material didático, uniformes, e insumos, além dos professores, o município também contribui com o aprendizado e acompanhamento da implantação das técnicas aprendidas e a solução de dúvidas na prática. Também continuamos fazendo levantamento das necessidades desses produtores para novos cursos que serão disponibilizados durante o ano. E, todo amparo que esses pequenos produtores necessitarem antes, durante e depois dos cursos estaremos à disposição para atendê-los com acompanhamento permanente”, detalhou.
Para o prefeito Kalil Baracat, a parceria com o Senar-MT é importante para melhorar a renda do produtor rural. “Nosso produtor melhor qualificado poderá expandir seus negócios, gerar empregos e ampliar a renda. O propósito do programa é capacitá-los para que possam atuar no mercado de maneira competitiva, além de incentivar o desenvolvimento sustentável e econômico de nosso município”, avalia o chefe do Executivo Municipal.
Foto: Assessoria
Economia
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, com disparada do dólar e queda acentuada da bolsa de valores. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, aos 167,9 mil pontos.

Na semana, o dólar acumulou valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
No plano nacional, o desempenho dos ativos foi marcado pelos ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas incertezas sobre a política fiscal brasileira. No cenário internacional, a forte queda de ações de empresas tecnológicas e de inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
- Máxima do dólar no dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
- Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
- Dólar na semana: +9,15%;
- Ibovespa na semana: -18,12%;
- Dólar em outubro: +5,27%;
- Ibovespa em outubro: -9,88%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de reduzir parte dos ganhos.
Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
Em outubro, a moeda estadunidense avançou 5,27%. Com isso, passou a acumular valorização de 0,81% no ano.
Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e utilizada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.
A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas relacionadas às contas públicas manteve o mercado atento aos rumos da política fiscal brasileira.
Outro fator foi a procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2). No mercado internacional, a moeda estadunidense voltou a subir, perante moedas de países emergentes, num dia marcado por turbulências ligadas a empresas de tecnologia.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado representou o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da Bolsa brasileira.
Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.
O desempenho mensal também foi negativo. Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, o pior resultado desde junho de 2022, quando a perda havia sido de 11,5%.
A pressão sobre as ações brasileiras ganhou força após a reeleição de Lula. No primeiro pregão depois do resultado eleitoral, na segunda-feira (26), a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.
Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros também contribuiu para a pressão sobre os ativos. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
Cenário externo
Além das incertezas domésticas, o mercado brasileiro acompanhou um ambiente internacional desfavorável, marcado pela cautela dos investidores em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 1,82%, refletindo parte das preocupações relacionadas aos resultados de grandes empresas de tecnologia e aos investimentos em inteligência artificial.
No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos, às 17h31.
*Com informações da Reuters
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