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Campanha nacional promove Mato Grosso como rota para o Turismo

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Da Redação

 

Porto Velho/RO – Mato Grosso e os demais estados que integram a Amazônia Legal terão o seu potencial turístico divulgado e promovido durante ação do Ministério do Turismo (MTur) no mercado nacional e internacional. Uma ampla campanha em prol do desenvolvimento turístico da região foi lançada pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, durante o 14° Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado em Rondônia, nesta sexta-feira (05.05).

Tendo como slogan “Descubra uma nova Amazônia”, a campanha destaca as múltiplas belezas naturais da região ao focar em experiências turísticas em diversos segmentos, entre eles do ecoturismo, seu maior potencial e o preferido dos visitantes nacionais e estrangeiros, segundo pesquisa contratada pelo Ministério, que aponta o interesse dos brasileiros em conhecer a Amazônia.

O pacote também contempla a gastronomia, manifestações culturais, conectividade aérea e divulgações em aeroportos, sites de agências de viagens, entre outros espaços publicitários. As artes gráficas exploram o potencial amazônico, como os animais, rios e quedas d’água, matas, entre outros. A campanha começa a ser veiculada no dia 09 de maio e terá como praças prioritárias Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

O objetivo é atrair turistas para a região, que engloba nove estados, abriga todo o bioma Amazônia brasileiro e, ainda, 20% do bioma Cerrado e parte do Pantanal mato-grossense; além de 34% das aves do planeta numa área total de 5.217.423 km², que corresponde a 61% do território do Brasil.

“O Ministério do Turismo está promovendo campanhas promocionais por todo o Brasil e agora lançamos a campanha da Amazônia Legal, que tem como objetivo divulgar a região como um todo, pelo potencial, pela sua culinária, por toda a sua importância para o Brasil e para o mundo. Essa campanha vai fazer com que todos os brasileiros possam conhecer o verdadeiro valor da Amazônia”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

A campanha atende ao pedido realizado há cerca de um mês pelo Fórum de Secretários de Comunicação da Amazônia Legal, do qual é membro o secretário de Comunicação do Governo de Mato Grosso, Kleber Lima, e das suas respectivas secretarias estaduais de Turismo. O investimento do Ministério na divulgação é da ordem de R$ 20 milhões e segue o mesmo formato do que foi realizado recentemente com a campanha “Verão do Nordeste”.

O secretário de Assuntos Estratégicos de Mato Grosso, Jean Campos, avaliou como positiva a atuação conjunta dos estados que integram a Amazônia Legal brasileira. Ele representa o Estado nas discussões que ocorrem em Brasília.

“O primeiro resultado positivo foi a campanha nacional e internacional de promoção da Amazônia, fruto de nossa reunião, em fevereiro, com o ministro do Turismo em Brasília. Mas também avançaremos em outros temas como a presença da Amazônia na próxima reunião da Cúpula do Clima (COP23), como forma de reafirmar os compromissos firmados pelo governador Pedro Taques na COP 21, que ocorreu em Paris em 2015”, afirmou.

Segundo ele, outra iniciativa que tende a fortalecer Mato Grosso diz respeito à inclusão do tema PCI nas agendas coletivas. “Teremos a oportunidade de compartilhar experiências e buscar novos parceiros para a estratégia de expansão e aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal de Mato Grosso, aliada à conservação da vegetação nativa e recomposição dos passivos ambientais, com a inclusão socioeconômica da agricultura familiar e de populações tradicionais. Temos muito trabalho pela frente”, explicou Jean Campos.

Estratégia PCI – O Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE) é responsável pela coordenação geral da estratégia do grupo, enquanto os eixos temáticos Produzir, Conservar e Incluir estão sob a coordenação das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Meio Ambiente (Sema) e Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), respectivamente. Ao todo, integram a comissão secretarias estaduais e instituições como membros convidados, entre eles, empresas privadas, sociedade civil organizada, Ministério Público Estadual e Federal.

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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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