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Cadeia pública no interior tem 32 presos com Covid-19

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Da Redação

Trinta e dois reeducando da Cadeia Pública de Barra do Garças (515 km de Cuiabá) tiveram resultados positivos para o corona vírus (Covid-19), no final da tarde desta segunda-feira (1º). Eles fizeram testes pelo método Swab, após apresentarem sintomas gripais.

Um recuperando já havia testado positivo, no dia 27 de janeiro, e apesar de ter ficado isolado, houve manifestação de sintomas em 44 recuperando. Todos eles foram testados, mas 12 apresentaram resultados negativos.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) ressalta que todos os recuperando com suspeita da doença já estavam isolados dos demais, mesmo antes do resultado dos exames. Os que testaram positivo já receberam medicação prescrita por equipe médica da Secretaria Municipal de Saúde, conforme protocolo adotado em casos de sintomas leves.

Em cumprimento a uma decisão judicial do dia 27 de janeiro, a unidade foi parcialmente interditada. Com isso, a Cadeia Pública de Barra do Garças não poderá receber novos presos pelo período de 15 dias.

Do total de 33 reeducando com corona vírus, apenas um apresentou, além dos sintomas gripais, falta de ar, e precisou de atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Ele está sendo monitorado, mas sem necessidade de internação.

Segundo o diretor da Cadeia de Barra do Garças, Maicon da Costa Oliveira, além de uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem que atuam na unidade, a Secretaria Municipal de Saúde está dando apoio com equipe de saúde e medicamentos. “A unidade também liberou a entrega de medicamentos por familiares todos os dias”, salientou.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), enviou até o momento 125 testes rápidos para auxiliar na testagem dos demais reeducando.

Atualmente, a unidade conta com 231 pessoas privadas de liberdade. A Adjunta de Administração Penitenciária da Sesp-MT também encaminhou Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras de proteção e álcool gel, e medicamentos.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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