Mato Grosso
Aulas teóricas para habilitação serão monitoradas de forma eletrônica
Mato Grosso
Da Redação
Até o final deste ano, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) vai começar a monitorar, de forma eletrônica, as aulas teóricas ministradas pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) no processo de habilitação para todas as categorias, primeira habilitação, reciclagem de condutor, renovação, cursos especializados para condutores, para instrutores, diretores e examinadores.
A regra também vai valer para as instituições de ensino credenciadas junto a autarquia. As aulas serão monitoradas por meio de um sistema de controle que está sendo implantado pelo Detran-MT.
O diretor de Habilitação do Detran-MT, Alessandro de Andrade, explica que o monitoramento vai abranger as aulas de formação para a primeira habilitação, as aulas de cursos especializados, como de transporte de passageiros, transporte escolar, cargas perigosas, além dos cursos de reciclagem ao condutor infrator.
A medida consta na portaria nº 310/2020 do Detran, que estabelece o prazo de 120 dias para a implantação do sistema eletrônico de anotação, transmissão e recepção dos relatórios de avaliação elaborados pelos instrutores de trânsito relativos às aulas técnico-teóricas de formação para os candidatos a primeira habilitação, cursos de reciclagem e reabilitação de condutor, renovação, cursos especializados de trânsito, curso para instrutores e diretores de CFCs.
“Dessa forma o Detran-MT pretende evitar possíveis fraudes, pois o monitoramento eletrônico vai realizar a validação facial e filmagem das aulas teóricas e dos cursos especializados”, completou Alessandro.
O presidente da Autarquia, Gustavo Vasconcelos, ressalta que a modernização dos processos e procedimentos do Detran-MT é uma das prioridades da atual gestão para levar cada vez mais serviços de qualidade, agilidade e segurança ao cidadão.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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