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Auditoria em contratos do Governo do Estado não constata irregularidades

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Da Redação

 

Instaurada com o objetivo de verificar a eficiência, eficácia e efetividade das adesões à ata de registro de preço para contratação de empresa para desenvolvimento de sistemas, a auditoria de conformidade realizada em quatro secretarias de Estado, uma autarquia e uma empresa pública de Mato Grosso não constatou irregularidades. O julgamento foi realizado na sessão ordinária do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) desta quarta-feira (11).

 

A auditoria foi realizada nas Secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), do Meio Ambiente (Sema), de Educação (Seduc) e de Planejamento e Gestão (Seplag), bem como na Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) e na Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), cujo total de adesões à ata representaram uma despesa pública para o Estado de R$ 23, 7 milhões.

 

De acordo com o relator do processo, conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, a auditoria atendeu ao previsto no Plano Anual de Fiscalização (PAF) do Tribunal de Contas e ao Plano Anual de Atividades (PAT). Além disso, segundo ele, a fiscalização das informações referentes ao ambiente de Tecnologia da Informação do Governo do Estado, do ponto de vista da gestão de TI, se justifica em razão da evidente essencialidade da área na administração pública e do montante das contratações.

 

“Embora a presente auditoria não tenha localizado irregularidades nas contratações mencionadas, reputo pertinente a determinação e as recomendações sugeridas pela Secretaria de Controle Externo de Contratações Públicas, destinadas ao aperfeiçoamento da execução contratual e futuras contratações na área de Tecnologia da Informação (TI)”, sustentou o relator.

 

Dentre as determinações, está a de que a atual gestão do Conselho Superior do Sistema Estadual de Tecnologia da Informação (COTEC) e da Câmara Gestora de Tecnologia da Informação (CGTI) encaminhe à Corte de Contas a comprovação de implantação de mecanismos que possibilitem a todas as secretarias e unidades do Estado, a realização do controle dos serviços de desenvolvimento de sistemas, por meio de métricas previamente estabelecidas.

 

Além disso, Luiz Carlos Pereira recomendou à atual gestão da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) que, ao confeccionar o processo de pagamento, anexe uma síntese com todos valores dos sistemas que deram origem ao total a ser quitado, bem como à atual gestão do Sistema Estadual de Tecnologia da Informação (SETI) que, por meio de seus conselhos, promova a verificação em todas as unidades do executivo dos investimentos em tecnologia da informação planejados e desenvolvidos, no intuito de evitar duplicidade.

 

Auditoria de Conformidade

 

A auditoria de conformidade é um instrumento de fiscalização utilizado pela Corte de Contas para o exame objetivo e sistemático das operações contábeis, orçamentárias, financeiras, operacionais e patrimoniais dos órgãos jurisdicionados, sendo uma das iniciativas para consecução de um dos objetivos estratégicos do TCE-MT, que é elevar a qualidade e celeridade das ações de controle, além de coibir erros, fraudes e desvios na administração pública.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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