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Atiradora que assassinou Isabele sai do isolamento e convive com internas infratoras

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Da Redação

A adolescente B.O.C., de 15 anos, condenada pelo ato infracional análogo ao homicídio doloso, saiu do seu período de isolamento de sete dias no Centro de Atendimento (Case) de Cuiabá, e a partir desta terça-feira (26) passa a conviver com as adolescentes do Centro Menina Moça. Ela foi condenada a três anos de ressocialização por atirar e matar a “melhor amiga” Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos.

A atiradora ficou sete dias em isolamento, por conta das medidas de biossegurança instituídas no socioeducativo,  devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), a menor já está realizando as atividades de rotina junto com mais quatro internas. No entanto, ela dorme em um quarto sozinha.

A Sesp explicou que com ela há apenas cinco garotas infratoras no complexo, não sendo necessária a divisão dos dormitórios, cada uma tem o seu.

A menor enfrentará os seus seis primeiros meses de reclusão no Menina Moça, depois disso sua pena poderá ser revista. A adolescente teve a internação determinada no dia 19 de janeiro, após sentença da juíza Cristiane Padim, da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá.

O caso
Isabele foi atingida por um disparo no nariz que saiu pela nuca, na noite de 12 de julho passado, na casa da família Cestari, no condomínio Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. O disparo foi feito por B.

A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte de Isabele e indiciou cinco pessoas, sendo três adultos e dois adolescentes. Uma atuação conjunta da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), conduzida pelos delegados Wagner Bassi e Francisco Kunzê, concluiu que a morte de Isabele não foi acidente e sim intencional ou no mínimo a adolescente B.O.C. assumiu o risco de matar.

Além da adolescente, foram indiciados o pai dela, o empresário Marcelo Cestari, a mãe, Gaby Cestari, o namorado e o pai do namorado.
O pai do namorado, o empresário Glauco Mesquista, acordou uma transação de pena com o Ministério Público Estadual (MPE).

Ele pagou o valor de R$ 40 mil e se livrou das acusações. O empresário respondia por ser dono da arma, que seu filho levou para casa da namorada, com a qual ela matou Isabele.
Os processos de Marcelo, Gabi e do namorado da atiradora ainda aguardam julgamento.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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