Mato Grosso
Após reunião com governador, Banco da Amazônia vai trazer créditos de R$ 520 milhões para MT
Mato Grosso
Da Redação
Recursos serão disponibilizados para diversos setores, a exemplo dos pequenos agricultores
Após reunião com o governador Mauro Mendes, o Banco da Amazônia (BASA) confirmou que irá aplicar em 2021 recursos de fomento e da carteira de serviços da instituição na ordem de R$ 520,3 milhões em Mato Grosso.
O Protocolo de Intenções foi assinado na tarde desta quinta-feira (18.03) pelo governador e pelo presidente do BASA, Valdecir Tose, via videoconferência.
Também estiveram presentes os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico); o superintendente do BASA em Mato Grosso, Donizete Campos; e a superintendente da SUDAM, Louise Caroline.
De acordo com o governador Mauro Mendes, estes recursos serão importantes para o fomento ao empreendedorismo e para a geração de empregos em Mato Grosso. O gestor destacou que o Estado já é um dos maiores impulsionadores de emprego no país: em 2020, de cada seis postos de trabalho criados no Brasil, um foi em Mato Grosso.
“Esse crédito será importante para diversos setores e o Governo vai se esforçar muito para que no pós-pandemia possamos promover o crescimento da economia dos setores, das micro, pequenas e grandes empresas. Esse crédito chegará em excelente hora porque vai ajudar a muitos em Mato Grosso e principalmente na geração de empregos”, afirmou.
O governador relatou que o esforço da gestão em conseguir equilibrar as contas públicas, pagar em dia servidores e fornecedores, desburocratizar e investir de forma massiva em obras e ações estruturantes foram alguns dos fatores que levaram o banco a ter confiança em aplicar recursos desse montante.
“O papel dos bancos de fomento é fundamental para alavancar grandes projetos de infraestrutura em todas as áreas. O Governo de Mato Grosso conseguiu colocar as contas em ordem, temos grandes investimentos em curso que são frutos de um equilíbrio fiscal que nós construímos. Isso abre muitas oportunidades para investimentos privados e muitos deles vão precisar das operações de crédito que o BASA poderá apoiar”, salientou.
O presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, ressaltou que serão trazidos novos fundos para auxiliar os empreendedores mato-grossenses, especialmente os pequenos.
“Em 2020, o banco aplicou em fomento R$ 314 milhões em Mato Grosso. Agora estamos trazendo novos fundos, como o Fungetur, do setor de Turismo, que será um grande demandador de recursos. Também o novo Pronampe, o Fundo da Marinha Mercante e o FDA, através da Sudam, que tem recursos para Mato Grosso, que podemos operacionalizar principalmente com projetos de infraestrutura”, citou.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, esse recurso será importante para ajudar a minimizar os impactos da pandemia ao empresariado.
“O BASA sempre foi parceiro dos mato-grossenses. Acreditando nesse governo que está equilibrando e reativando a economia de Mato Grosso, o banco vem aportar esse recurso em linhas de financiamento, propiciando juros mais baratos e crédito mais barato para os empreendedores que queiram vir ou já estejam em Mato Grosso”, comentou.
Os pequenos produtores da Agricultura Familiar serão um dos principais beneficiados, segundo o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.
“É um recurso fundamental para a Agricultura Familiar, que tem mais de 400 mil pessoas nessa área. O recurso será concedido com o apoio da Sedec e da Seaf, auxiliando as pessoas que precisam desses recursos, dos empresários que mais precisam, para que esses valores gerem, de fato, emprego e renda. Gera também mais impostos que voltam em serviços públicos melhores para a sociedade”, completou.

Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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