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Após denúncias; PM fecha festa e prende garotas de programas e clientes em MT

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Da Redação

A Polícia Militar fechou uma festa clandestina e prendeu 12 pessoas aglomeradas em uma boate ilegal, na noite desta quinta-feira (17), em Rondonópolis (212 km da Capital). Sete mulheres e cinco homens foram conduzidos à Delegacia por descumprimento do decreto estadual de prevenção à covid-19.

As equipes que atuam na Operação Dispersão IV receberam a denúncia via 190 de que havia uma festa com aglomeração de pessoas no bairro Vila Aurora.  

Diante da situação, uma equipe da polícia militar foi até o endereço apontado e identificou 12 pessoas aglomeradas na boate.

Os participantes da festa não usavam máscara de proteção individual, consumiam bebida alcoólica e compartilhavam narguilés.

Consta no boletim de ocorrência, que durante a checagem, os policiais verificaram que na verdade a boate se tratava de um ponto de exploração sexual, onde várias mulheres se identificaram como garotas de programa.

No caixa da boate, a PM identificou máquina de cartão de crédito e folhas de controle que apontavam a movimentação financeira do estabelecimento. Os policiais encontraram, ainda, um adesivo característico de locais associados com organizações criminosas. 

Doze pessoas foram presas, dentre elas, sete mulheres e cinco homens, dois deles identificados como proprietário da boate. Todos foram conduzidos à Delegacia. A ocorrência foi entregue à Polícia Judiciária Civil

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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