Mato Grosso
Após assassinar ex com 30 facadas, homem acendeu cigarro: “Já matei”
Mato Grosso
Da Redação
Um homem identificado pelas iniciais D.N.F, de 40 anos, assassinou brutalmente a ex mulher enfrente a casa aonde ela morava.
Testemunhas que viram o homem assassinar a ex esposa, relata o momento de horror e os últimos momentos de Rosileia Pereira Freitas, 36 anos, que foi assassinada no último sábado (13/2) A mãe da vítima viu a filha ser abordada e esfaqueada cerca de 30 vezes.
Mesmo com a mulher caída ao chão e sem qualquer reação dela, o autor sentou em cima do corpo e continuou cometendo a agressão. O crime ocorreu no meio da rua, na QND 52, em Taguatinga. Em depoimento prestado a policiais da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), a mãe de Rosileia, Maria Helena Pereira Freitas, detalhou que, por volta das 16h, chegou de Formosa (GO), com a filha.
Ela estava na calçada perto de casa quando o assassino viu as duas. Segundo ela, nesse momento, o homem veio correndo e desferiu diversas facadas no pescoço e nas costas da filha.A mãe gritou para o acusado não fazer aquilo, mas ele só parou porque um rapaz que passava na rua bateu nele com uma barra ferro.
Maria Helena afirmou que a filha foi casada com homicida por 20 anos e, dessa relação, o casal teve dois filhos. Os gritos de Rosileia chamaram a atenção dos vizinhos. Uma moradora detalhou que estava deitada no quarto quando ouviu os gritos. Inicialmente, achou que era criança. Porém, como os gritos não cessaram, saiu para ver o que estava acontecendo.
A mulher narrou que viu a mãe da vítima batendo no homem com uma sombrinha, enquanto ele esfaqueava a moça caída ao chão. Detalhou que a mulher ferida não tinha movimento algum e, mesmo com a mãe da vítima gritando, ele não parava.
Segundo ela, o agressor ficou em cima da vítima, dizendo: “Você acabou com a minha vida”. Como a mãe não parava de bater no agressor, ele se levantou e foi pra cima dela.Para não ser atingida, a mulher ficou dando voltas ao redor do corpo. A testemunha contou que se trancou em casa e ligou para a polícia. Uma vizinha também confirmou que escutou muito barulho por volta das 16h30.
Chegou a pensar que se tratava de uma festa, mas, quando olhou pelo portão, enxergou uma pessoa batendo em outra. Nesse momento, ela saiu de casa e se deparou com o rapaz esfaqueando a moça caída ao chão. Afirmou aos policiais que os golpes foram no pescoço e detalhou que viu a vítima agonizando.
Segundo a mulher, o criminoso chegou a parar um pouco para “pegar um fôlego” e, depois, seguiu desferindo as facadas. Diante da situação, uma moradora chegou a ameaçar o assassino com um pedaço de madeira. Outro morador explicou que estava em casa quando, por volta de 16h30, “escutou uma gritaria na rua. Ao abrir o portão, deparou-se com um rapaz por cima de uma mulher.
Contou que ele a atacava com diversas facadas na altura do pescoço dela. A testemunha narrou que voltou para dentro de casa, pegou um ferro e foi pra cima do homem.
Disse que, quando chegou perto dele, o agressor soltou a faca e falou: “Já matei”. O criminoso, ainda de acordo com o relato, acendeu um cigarro e ficou conversando com o morador até a chegada da Polícia Militar. O crime ficou registrado por câmeras de segurança. O ex-marido foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de feminicídio, com pena que varia de 12 a 30 anos de prisão.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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