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“Ajuste fiscal iniciado em 2019 permitiu que enfrentássemos a pandemia com mais serenidade”, afirma governador

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Da Redação.

O governador Mauro Mendes afirmou que as políticas de ajuste fiscal iniciadas já no início do mandato, em 2019, estão permitindo que o estado possa enfrentar a pandemia do coronavírus com “mais serenidade”.

A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, na noite de quinta-feira (21.05).

Na ocasião, o chefe do Executivo Estadual relatou que a reunião do presidente da República, Jair Bolsonaro, com todos os governadores do país foi muito tranquila e propositiva. E que o presidente se comprometeu a sancionar o projeto que garante ajuda aos estados para compensar as perdas causadas pela pandemia.

No entanto, Mendes pontuou que, mesmo não tendo recebido grandes aportes do Governo Federal até o momento, o Estado de Mato Grosso tem conseguido manter as contas em dia e os serviços públicos em funcionamento, apesar da queda de arrecadação.

“A nossa economia continua razoavelmente bem. Em abril, perdemos 7% de arrecadação comparando com abril de 2019, e em maio expectativa de perder 15% comparado com o mesmo período de 2019”.

De acordo com o governador, a situação estável que Mato Grosso tem conseguido manter é fruto de toda a reestruturação da máquina pública, com menos gastos, incremento de receitas, redução de secretarias e cargos, isonomia fiscal, otimização da mão de obra e desburocratização dos serviços públicos.

“Há um ano atrás, quando assumi o Estado de Mato Grosso, tínhamos 13º atrasado, salários atrasados, dívidas monstruosas com os fornecedores. Implementei, a partir de janeiro de 2019, um plano de ajuste fiscal, segurando despesa e aumentando receita, e para isso tive que comprar confusões com agronegócio, servidores, indústria, comércio. Mas chegamos no final do ano pagando salário em dia, 13º em dia, fornecedores em dia, e agora começamos o ano muito bem. Com isso, tenho hoje um Governo que está com as contas em dia e tínhamos aí uma reserva, um caixa, que me permite enfrentar a pandemia com um pouco mais de serenidade”, explicou.

Mendes reforçou que o Estado continua a investir nas obras de Infraestrutura, de forma a manter a economia aquecida e gerar empregos.

“Estamos mantendo o ritmo de investimento. Temos hoje mil km de asfalto sendo recuperados dentro do estado, um programa de obras consistente, e com um recurso que vem do próprio agronegócio, de um fundo estadual que existe aqui [Fethab]. Então, aqui em Mato Grosso vamos passar o mês de maio com tranquilidade, mas a ajuda é importante e será bem-vinda. Mas nós aguentamos ainda um pouco mais em função desse arrocho fiscal que fizemos em 2019, e aí entramos 2020 mais preparados. E preparados, quando vem o vendaval, você passa melhor por essas intempéries”, destacou.

Foto: Secom-MT

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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