Mato Grosso
Águas Cuiabá uma das recordistas de reclamações no Procon-MT
Mato Grosso
Da Redação
Mesmo o diretor-presidente, Luiz Fernando Fabrini afirmando na imprensa que está trabalhando sanar as reclamações mais comuns da Águas Cuiabá, a empresa consecutivamente é apontada como uma das campeães de reclamações no Procon-MT.
De acordo com informações do Procon-MT, a Águas Cuiabá só não supera a Energisa em termos de reclamações de serviços essenciais.
Procon-MT:
O Procon-MT registrou em março 3.737 reclamações. O dado é uma somatória dos registros do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), que teve 1.823 atendimentos presenciais, e da plataforma consumidor.gov.br que registrou 1.914 atendimentos online.
Na área “Serviços Essenciais” segue na liderança do ranking com 1.119 registros. Dentro dessa área, o assunto mais reclamado pelos consumidores ainda é “Energia Elétrica”, que fechou com 667 registros, 83% dessas reclamações são de problemas “cobrança indevida/abusiva”, o mais reclamado de março.
Na sequência de assuntos mais demandados na área de “Serviços Essenciais”, aparece “Água/Esgoto”, com 223 registros, seguido de “Telefonia Celular”, com 153 reclamações. Nesses dois assuntos, a cobrança indevida também se mantém como problema mais questionado pelos consumidores.
Com um discurso de universalização do abastecimento de água potável na Capital, a Águas Cuiabá assumiu a prestação de serviço em 2012, mas até o momento, oito anos depois, a universalização da água potável para os cuiabanos, ainda não saiu do discurso.
Se os trabalhos de fornecimento de água potável é alvo de reclamações, no quesito tratamento de esgoto, a população na sua maioria paga taxa, não tem esgoto tratado e o Pantanal mato-grossense “grita por socorro”, porque a maior parte do esgoto da capital é jogado de forma in natura no Rio Cuiabá.
De acordo com alguns especialistas, a empresa Águas Cuiabá fornece esgoto tratado para população, já que não tem estudo apresentado de fiscalização, sobre o despejo de dejetos ao longo do Rio Cuiabá, antes das estações de coleta da água.
“Tem oito anos que o tratamento de esgoto ficou apenas no discurso, basta pegar um barco e percorrer poucos trechos que vamos verificar inúmeras irregularidades, no Porto, bairro tradicional de Cuiabá, é um local que dá para ver o esgoto caindo no Rio”, disse um especialista, que pediu para não ser identificado.
Alguns ambientalistas vão mais além, sugerem para a Águas Cuiabá pagar uma multa ou ressarcir de alguma forma as cidades de Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, que recebem diretamente o esgoto produzido e jogado no Rio Cuiabá.
“O Pantanal é um santuário da natureza, teria que ser protegido, preservado e não poluído, depredado, da forma que está sendo, os políticos de Mato Grosso, teriam que agir de forma mais enérgica exigindo ações concretas de impacto imediato, realizada pela Águas Cuiabá”, ressaltou um biólogo que mora em Santo Antônio de Leverger, que também pediu para não ser identificado.
A equipe de reportagem procurou os responsáveis pela Águas Cuiabá, mas até o fechamento da matéria não foram localizados.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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