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Adolescente arma assalto à própria casa e finge sequestro em MT

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Mato Grosso

Da Redação

Um adolescente de 14 anos, que teve o nome divulgado, foi apreendido durante a madrugada de quinta-feira (03), após participar de um assalto à própria casa e simular seu sequestro no bairro Jardim Ágata, em Nova Mutum (264 km da Capital).

De acordo com a ocorrência, outros dois adolescentes, 14 e 15 anos, invadiram a residência com uma falsa arma de fogo, durante a madrugada, quando renderam o menor, a mãe dele, dois irmãos e uma amiga da família. Todos foram presos em um dos banheiros da casa enquanto os ladrões ‘faziam limpa’.

O adolescente comparsa, no entanto, foi separado da família e colocado em outro cômodo

No final do assalto, os bandidos colocaram os produtos roubados dentro de um carro e fugiram levando o adolescente que facilitou a entrada deles na casa.

As vítimas conseguiram abrir a porta do quarto, onde estavam presas. A dona da casa pediu ajuda aos vizinhos relatando o roubo e ainda que um dos filhos foi sequestrado.

Porém, algum tempo depois, o menor voltou para casa a pé com seu celular, o que levantou as suspeitas sobre a participação dele no assalto.

A mãe do acusado teria pegado o celular do menor e encontrado mensagens entre o filho e os criminosos. Em uma das conversas um dos ladrões afirmam que o roubo teria dado ‘tudo certo’, mas que precisariam do adolescente para desbloquear os aparelhos celulares roubados.

Diante da evidência, a mulher colocou o filho contra a parede questionando o fato e o filho teria confessado que facilitou a entrada dos bandidos deixando a porta da casa aberta. A Polícia Militar (PM) foi acionada e todos os fatos relatados aos policiais.

Questionado, o menor apontou o endereço da casa dos comparsas, mas os mesmos não foram encontrados. Nas mensagens trocadas os ladrões apontaram onde teriam abandonado o simulacro usado no crime e deixado os celulares para serem desbloqueados pelo adolescente. Os militares seguiram para o local e recuperaram os aparelhos.

Os bandidos seguem foragidos e procurados pela polícia. Já o menor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi ouvido e os procedimentos referentes à apreensão tomados pelo delegado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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