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Ações do Maio Amarelo 2020 são adiadas para setembro

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Mato Grosso

Da Redação

A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informa que em virtude da pandemia do novo Coronavírus no Brasil, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) decidiu transferir as ações presenciais ou de campo realizadas tradicionalmente no mês de maio para o mês de setembro. Com isso, as ações planejadas pelo Município também foram remanejadas para o mesmo período.

O Movimento Maio Amarelo tem como principal característica mobilizar a sociedade, sendo que as vias e rodovias de todo o país têm sido o grande “palco” das ações desenvolvidas pela sociedade durante o mês de maio. Vale destacar ainda que um dos principais aliados do movimento nos últimos anos, a mídia, atualmente está totalmente focada na cobertura relevante da pandemia do coronavírus.

Realizar o Maio Amarelo com a mobilização que tradicionalmente ocorre (caminhadas/blitz/palestras/ seminários/etc) será inconcebível nesse momento, uma vez que o chamamento nacional é para que a sociedade faça o isolamento social, visando a redução do contágio.

Apesar de não serem realizadas blitz, “adesivaços”, palestras, entre outros trabalhos em grupo, a Semob mantém o trabalho de fiscalização e controle a fim de evitar acidentes e manter cada vez mais um trânsito seguro e sem registros de acidentes.

“Esse trabalho realizado nacionalmente no mês de maio voltado para ações de prevenção de acidentes deve ser uma ação contínua. É um trabalho de conscientização da população, nesse caso em especial dos ciclistas. Estamos de olho em você”, disse a secretária adjunta da Semob, Luciana Zamproni

Dados registrados pela Secretaria Municipal de Saúde, o número de atendimentos e internações relacionadas à acidentes com ciclistas no HMC, de 45% reduziu para 10% nesse momento de isolamento social da população por conta do Covid-19. Com a retomada das atividades do comércio, essa estatística tende a aumentar. “Por isso que precisamos da colaboração de todos. Só não teremos ações efetivas, no entanto o cuidado no trânsito deve ser constante”, ponderou Luciana.

O tema do Movimento para esse ano já está definido: “Perceba o risco. Proteja a Vida”.

Assim como nos anos anteriores, o tema escolhido propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. “Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem pela vida”, concluiu.

 

 

Foto: Davi Valle

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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