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Ações de desinfecção são intensificadas em regiões com maior incidência de casos da Covid-19

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Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá está intensificando as ações de desinfecção nos bairros apontados com números elevados de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). Nesta terça-feira (19), por exemplo, o trabalho foi realizado no bairro Jardim Imperial, localizado na região Leste da Capital. Segundo relatório da Secretaria de Saúde, com 14 casos, a comunidade está entre as que possuem a maior incidência de infectados. 

No Jardim Imperial, os caminhões-pipa percorreram as principais vias, abrangendo os canteiros, calçadas, pontos de ônibus e as praças públicas. Igualmente, bairros vizinhos como Jardim Universitário I e II, Recanto dos Pássaros, entre outro também foram alcançados. A operação de higienização em combate a pandemia da Covid-19 é coordenada pela Secretaria de Secretaria de Serviços Urbanos. 

“É um trabalho preventivo que, assim como qualquer outro, somente será 100% eficiente se estiver alinhado com a colaboração da população. Estamos observando pelos relatórios da Saúde e da equipe de fiscalização unificada certo relaxamento nos cuidados individuais. Por não estarmos vivendo uma situação de colapso, como em outras cidades, as pessoas acham que voltamos a normalidade. Mas, ainda estamos em meio à uma pandemia e é necessário que todos façam sua parte”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro. 

A atividade é desempenhada desde o mês de março e foi planejada para atender praças, parques municipais, vias, canteiros centrais, unidades de saúde e demais áreas públicas com maior movimentação de pessoas. Neste período, conforme relatório da Serviços Urbanos, mais de 500 ações já foram executadas, somando os trabalhos feitos pelos caminhões-pipa e com os borrifadores costais. 

FERRAMENTAS DE TRABALHO

No total, são dois caminhões e quatro equipes, dívidas em dois turnos, empenhadas na operação de desinfecção. Conforme a Secretaria, cada veículo tem capacidade de 8 mil litros, sendo que, na média diária, são utilizados cerca de 80 mil litros da mistura de água com hipoclorito de sódio.

O trabalho conta ainda com seis borrifadores costais e o empenho de duas equipes de operadores de limpeza pública. “Todos os envolvidos diretamente nessas ações usam os equipamentos de proteção necessários. Além disso, o produto usado na desinfecção é feito a base de cloro. Ou seja, é eficaz contra o vírus e não causa nenhum dano a quem o manuseia”, assegura o secretário de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa.

 

Foto: Luiz Alves

 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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