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45 anos de Alta Floresta são comemorados com construção de novo hospital e obras de infraestrutura

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Construção de hospital, pavimentação e construção de ponte de concreto, entrega de equipamentos e de cartões do Ser Família Emergencial, além de recursos para combate à Covid

Da Redação

Alta Floresta, cidade com 51.959 habitantes, distante 790 quilômetros de Cuiabá, comemora 45 anos de fundação nesta quarta-feira, 19 de maio, com ações do Governo do Estado em infraestrutura, saúde, agricultura familiar e assistência social.

Entre as ações estão a construção de um novo hospital, pavimentação e construção de ponte de concreto, entrega de equipamentos e cartões do Ser Família Emergencial, além de repasses obrigatórios, incluindo para combate à Covid 19.

Foi definido, na semana passada, o local onde será construído o novo hospital para a Região Norte do Estado, cujos recursos previstos, de R$ 300 milhões, dos quais R$ 75 milhões para as obras, estão garantidos pelo programa Mais MT.

Com 17 mil m2, será construído na Perimetral Teles Pires, no município. Contará com 141 leitos de enfermaria e 40 UTIs (adulta, pediátrica, neonatal e semi-intensiva neonatal), além de 12 consultórios médicos, seis centros cirúrgicos, banco de sangue e de leite materno e espaço para exames, como tomografia e colonoscopia. Atenderá casos de média e alta complexidade.

Novo hospital, com 17 mil m2, a ser construído em Alta Floresta, terá 141 leitos de enfermaria e 40 UTIs – Foto Divulgação Secom/MT

Foi assinada a ordem de serviço para construção de uma ponte de concreto na MT-325 sobre o Rio Teles Pires, com 55 metros de extensão. Alta Floresta será diretamente beneficiada com a pavimentação 145 quilômetros de rodovias na região.

Foram concedidos à iniciativa privada 188,2 quilômetros das MT-320 e MT-208 – entre Alta Floresta e Nova Santa Helena, passando por Carlinda, Nova Canaã do Norte e Colíder. Estão previstos investimentos nas rodovias ao longo dos 30 anos de duração do contrato. 

Agricultura familiar

Na atual gestão, a agricultura familiar municipal foi beneficiada com a entrega, em 2019, de uma patrulha mecanizada com um trator agrícola 4×4 com potência de 110 CV, uma carreta basculante com capacidade para seis toneladas e uma grade aradora com 18 discos de 28 polegadas.

Em janeiro deste ano, recebeu quatro resfriadores de leite com capacidade de até mil litros cada e doses de sêmen convencional de cinco raças leiteiras.

Governo concedeu à iniciativa privada 188,2 quilômetros da MT-320 e MT 208, entre Alta Floresta e Santa Helena – Divulgação Secom/MT

Assistência Social

Um total de 1.494 famílias  será beneficiado, durante cinco meses, pelo Programa Ser Família, gerenciado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), com auxílio de R$ 150 para compra de alimentos.

Saúde e repasses

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) repassou ao município 4.400 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 189.532 comprimidos, entre azitromicina (23.312), ivermectina (18.641) e dipirona (147.579), também distribuído em gotas, com 6.625 frascos.              

Entre 2020 e 2021, o Governo do Estado repassou R$ 47,9 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab; R$ 4,67 milhões em assistência social e transporte escolar entre 2019 e 2020; e R$ 9,289 milhões em fundos de saúde, dos quais R$ 5,44 milhões exclusivos para combate à  pandemia, entre 2019, 2020 e 2021.

Economia

Segundo o IBGE, em 2018, o setor de serviço, com 696,678 milhões, respondeu por 47,8% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, de R$ 1.458 bilhão. Administração pública (R$ 310,8 milhões), indústria (R$ 163,87 milhões), agropecuária (R$ 111,9milhões)  e impostos(R$ 174,98 milhões). O PIB per capita é R$ 28.252,43.

Um total de 1.560 empresas ou organizações atuantes, entre elas dois frigoríficos, dois laticínios, uma indústria de fertilizantes, uma de ração animal e duas distribuidoras de insumos, geraram, no mesmo ano, 12.558 ocupações, das quais 10.521 para assalariados – 24,3% da população. Entre salários e outras remunerações foram pagos$ 309,8 milhões.

Motocicletas e motonetas (25,9 mil unidades) respondem por 53% da frota de 48,89 mil veículos, enquanto automóveis e caminhonetes (18,48 mil), por 37,8%, e caminhões (1,68 mil), por 3,4%.    

Os frigoríficos e laticínios são supridos pelo rebanho bovino de 886,8 mil cabeças, das quais 6,7 mil vacas leiteiras, com 12,3 milhões de litros de leite, em2019.

O município detém ainda um  rebanho galináceo, com 100,9 mil cabeças, das quais 53 mil galinhas e uma produção de  660 mil dúzias de ovos; 9,16 mil suínos (733 matrizes), 8,18 mil equinos,  5,7 mil ovinos e uma produção de 301,4 toneladas de peixes em cativeiro e 2,7 de mel de abelha.

Soja, com 92,15 mil toneladas, e milho (76,5 mil) lideram a produção agrícola, composta, em menor escala, por arroz (3,6 mil toneladas), abacaxi, banana, café, guaraná (41, 2º produtor MT), laranja, limão, mamão, mandioca, maracujá e melancia. Com uma produção de 41toneadas, Alta Floresta foi o segundo do ranking estadual e 13º do país em2019. 

História

Fundada pelo colonizador Ariosto da Riva, em maio de 1976, o nome Alta Floresta se originou da própria natureza da região, por se localizar na Amazônia mato-grossense. Foi elevado a distrito em setembro do seguinte, subordinado a Aripuanã.

Três anos depois, em dezembro de 1979, é elevado a município e instalado em fevereiro de 1981.  Diz-se que que em 3 de junho de 1980, quando o então  presidente da República, João Figueiredo, visitou Alta Floresta, ouviu de Ariosto da Riva: “ (…) Alta Floresta terá o direito de se orgulhar por ter sido a cidade que em tempo recorde – apenas quatro anos – se tornou município’.

Alta Floresta já teve como distritos os atuais municípios de Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta.

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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