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Vitória vence o Bahia pelo Campeonato Baiano

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O Vitória em dia inspirado de Osvaldo e atuação espetacular, venceu por 3 a 2 o primeiro clássico BA-VI do ano e a duas rodadas do final embolou a primeira fase do Campeonato Baiano. O Rubro-Negro com os três pontos pulou da quarta para a terceira colocação com a mesma pontuação do segundo, o adversário no jogo deste domingo (18), no Barradão, que leva vantagem no saldo de gols.

Com o Barradão completamente tomado – 30 mil e 727 pagantes – e duas viradas, o Vitória ganhou o clássico com autoridade e confirmou que em casa quem cada é o Leão. Chegou ao 17º de invencibilidade no santuário: 14 vitórias e três empates. A última derrota foi em junho de 2023, por 1 a 0, diante do Criciúma, pelo Brasileiro.

O Vitória marcou 1 a 0 com 5 minutos de bola rolando e levou a virada ainda no primeiro tempo. No segundo, arrasador, dominou as ações pressionou, e antes de definir o placar tinha criado boas chances.

Osvaldo foi o destaque individual do clássico ao marcar dois gols. O primeiro, aos 5 minutos, em lance iniciado com uma roubada de bola na saída do adversário. Matheusinho cruzou na área para Alerrandro ajeitar para o chute de Osvaldo no canto direito de Adriel.

O Rubro-Negro teve em seguida nos pés de Osvaldo a oportunidade de marcar o terceiro, mas o goleiro salvou o chute do atacante. Com isso, o adversário cresceu e reagiu, empatando aos 15 com Thaciano e passando à frente do placar aos 41 minutos com Everton Ribeiro.

Erros corrigidos no intervalo e troca de Iury Castilho – machucado na perna – substituído por Mateus Gonçalves fizeram o Vitória voltar superior e partir para cima em busca do empate. Empilhou oportunidades com Matheusinho e Osvaldo.

O empate era questão de tempo. Léo Condé colocou Rodrigo Andrade no lugar de Willian Oliveira, e aos 26 minutos o Bahia ficou com menos um: Rezende foi expulso. O Vitória então aumentou a pressão, insistiu em explorar a velocidade de Mateus Gonçalves e ele cruzou a bola para Osvaldo, de cabeça, marcar 2 a 2.

A Torcida Colossal foi à loucura e pediu a virada. E ela veio aos 38 minutos com um estreante no BA-VI, o atacante Alerrandro, e de um fundamento que é a marca registrada do rubro-negra: a bola parada. Matheusinho bateu escanteio e o atacante meteu a cabeça para liquidar a partida.

FICHA TÉCNICA

7ª Rodada do Campeonato Baiano

VITÓRIA 3 X 2 BAHIA

Data: 18/02 | Domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Diego Pombo Lopez, auxiliado por Alessandro Álvaro Rocha de Matos e Luanderson Lima dos Santos

Gol: Osvaldo (VIT) aos 5min, Thaciano (BAH) aos 15min e Everton Ribeiro (BAH) aos 41min do 1º tempo; Osvaldo (VIT) aos 30min e Alerrandro aos 38min do 2º tempo

Cartão Amarelo: Léo Condé (técnico), Wagner Leonardo, Rodrigo Andrade, Dudu, Camutanga e Osvaldo (VIT) e David Duarte (BAH)

Expulsões: Rezende (BAH) aos 26min e Jean Lucas aos 42min do 2º tempo

Público Pagante: 30.727 (Público Total: 30.793)

Renda: R$922.606,00

VITÓRIA: Muriel; Zeca, Camutanga, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Dudu (Zé Hugo), Willian Oliveira (Rodrigo Andrade) e Matheusinho (Caio Vinícius); Osvaldo, Alerrandro (Daniel Júnior) e Iury Castilho (Mateus Gonçalves). Técnico: Léo Condé.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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