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Vasco vence o Paysandu e leva grande vantagem para o jogo da volta

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O Vasco largou na frente no confronto contra o Paysandu pela quinta fase da Copa do Brasil. Atuando no Mangueirão na noite desta terça-feira (21.04), a equipe carioca fez um segundo tempo dominante e venceu por 2 a 0, levando para o Rio de Janeiro uma vantagem confortável para o duelo decisivo.

A partida começou equilibrada, com os donos da casa tentando impor ritmo em seus domínios. O Paysandu adiantou a marcação e pressionou a saída de bola vascaína, chegando com perigo em finalizações de Márcio Júnior e Ítalo. Do outro lado, o Vasco respondeu em boas jogadas de Johan Rojas e Cuiabano, que buscavam a ultrapassagem pelos lados do campo.

Apesar das tentativas, o primeiro tempo terminou em 0 a 0, com poucas chances claras e muita disputa física no meio-campo.

Virada de postura e domínio vascaíno

Na volta do intervalo, o Vasco mudou a postura e passou a ocupar mais o campo ofensivo. A mudança rendeu frutos logo aos 11 minutos, quando Johan Rojas cobrou lateral com rapidez e acionou Andrés Gómez na linha de fundo. O atacante cruzou na medida para Claudio Spinelli dominar e mandar para as redes, abrindo o placar.

O gol empolgou o time visitante, que seguiu pressionando. Aos 17 minutos, Rojas voltou a ser decisivo: recebeu pela esquerda e cruzou com precisão para Spinelli completar de cabeça e ampliar o placar para 2 a 0.

O Paysandu, então, tentou reagir com substituições e maior volume ofensivo, mas encontrou dificuldades diante da marcação vascaína. O goleiro Léo Jardim trabalhou pouco na etapa final, e o ritmo do jogo passou a ser ditado pelo Vasco, que administrou a posse de bola e explorou os contra-ataques.

Nos acréscimos, Brenner chegou a marcar o terceiro gol após grande jogada individual, mas a arbitragem anulou o lance após consulta ao VAR por falta em Bruno Bispo.

Como fica o confronto

Com o resultado, o Vasco poderá até perder por um gol de diferença no jogo da volta, no Rio de Janeiro, que será disputado no dia 21 de maio, em São Januário. Ao Paysandu, resta a missão de reverter dois gols de desvantagem para seguir vivo na competição.

FICHA TÉCNICA
 Paysandu 0 x 2 Vasco
Competição Copa do Brasil – Quinta fase (ida)
Local Mangueirão, Belém (PA)
Data 21 de abril de 2026 (terça-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Pedro Henrique (Paysandu); Thiago Mendes (Vasco)
Cartões Vermelhos Nenhum
Gols Claudio Spinelli, aos 11′ do 2ºT (Vasco); Claudio Spinelli, aos 16′ do 2ºT (Vasco)
Árbitro Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes Alex dos Santos (SC) e Henrique Neu Ribeiro (SC)
VAR Daiane Muniz (SP)
Paysandu Gabriel Mesquita; Edílson Júnior, Castro, Bruno Bispo, Bonifazi; Pedro Henrique (Brian Macapá) (Henrico), Caio Mello, Marcinho; Kauã Hinkel (Lucas Cardoso), Ítalo (Juninho) e Kleiton (Thalyson)
Técnico do Paysandu Júnior Rocha
Vasco Léo Jardim; Puma Rodríguez, Saldívia, Robert Renan, Cuiabano; Thiago Mendes, Cauan Barros, Tchê Tchê (Adson), Johan Rojas (Nuno Moreira); Andrés Gómez e Spinelli (Brenner)
Técnico do Vasco Renato Portaluppi

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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