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Vasco vence Marcílio Dias e aguarda seu próximo adversário na Copa do Brasil

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Em uma partida emocionante realizada no Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí, o Vasco da Gama entrou em campo na noite desta terça-feira (27.02) para enfrentar o Marcílio Dias pela primeira fase da Copa do Brasil. E o Gigante da Colina não decepcionou sua torcida, conquistando uma importante vitória por 3 a 1

Os gols vascaínos foram marcados por Pablo Vegetti, Adson e David, garantindo a vantagem para a equipe carioca. Com o resultado positivo, o Vasco aguarda seu próximo adversário, que sairá do confronto entre Água Santa (SP) e Jacuipense (BA).

Enquanto isso, o Cruzmaltino já volta suas atenções para o Campeonato Carioca. Na última rodada da fase de classificação, o Vasco enfrentará a Portuguesa no próximo domingo (03/03), às 18h30, em São Januário. Uma vitória nesta partida será fundamental para garantir a classificação do time cruzmaltino para a semifinal do estadual.

Com mais essa vitória na bagagem, o Vasco da Gama demonstra estar em boa forma e determinado a conquistar excelentes resultados tanto na Copa do Brasil quanto no Campeonato Carioca. A torcida vascaína segue confiante e empolgada com o desempenho da equipe, e aguarda ansiosa pelos próximos desafios que virão pela frente.

FICHA TÉCNICA

Marcílio Dias (SC) 1 x 3 Vasco da Gama

Copa do Brasil- 1ª fase

​Local: Estádio Dr. Hercílio Luz, Itajaí (SC)

Data e hora: Terça-feira (27/02), 21h30

Árbitro: Anderson Daronco

Assistentes: Mauricio Coelho Silva Penna e Michel Stanislau

Gols: Pablo Vegetti, Vasco (10/1T); Zé Eduardo, Marcílio Dias (15/1T); Adson, Vasco (40/1T); David, Vasco (28/2T)

Cartões Amarelos: Victor Guilherme (Marcílio Dias); Léo Jardim (Vasco)

Marcílio Dias (SC): Filipe, Victor Guilherme, Renan Dutra, Milani e Airton; Felipe Manoel, Araújo, Gustavo Poffo (Felipe Santos) e Juninho Tardelli (Alex Oliveira); Téssio (Wendell) e Zé Eduardo (Rafinha Rech). Treinador: Waguinho Dias.

Vasco da Gama: Léo Jardim, Paulo Henrique (Mateus Carvalho), Rojas (João Victor), Medel, Léo e Lucas Piton; Zé Gabriel (Sforza), Galdames, Rossi (David), Adson (Praxedes) e Vegetti. Treinador: Ramón Díaz.

 





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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