Visita ilustre
Técnico do 1º título do Cuiabá reencontra o clube com nova estrutura
Estou surpreso com a evolução que o Cuiabá vem tendo nos últimos anos
Esporte
Da Redação
Ainda tendo Luiz Fernando Iubel como técnico interino, o Cuiabá recebeu na terça-feira a visita ilustre de seu primeiro comandante do histórico título de campeão mato-grossense de 2003, ano em que debutava na principal divisão do Campeonato Mato-grossense. Em passeio por Várzea Grande e Cuiabá, o técnico Oscar Conrado foi a sede do clube para rever velhos amigos.
Após 21 anos dos dois primeiros títulos seguidos em 2003 e 2004, Conrado encontrou um novo clube. Hoje o Cuiabá está na principal divisão do Campeonato Brasileiro, disputa a Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e conta com uma das melhores estruturas de treinamentos entre os principais times da América do Sul.
“Estou surpreso com a evolução que o Cuiabá vem tendo nos últimos anos. A estrutura é de nível de Europa. Aqui no Brasil poucos têm o que o Cuiabá tem e está fazendo para um futuro próximo”, disse o treinador, hoje com 50 anos e sem clube, residindo em Manaus, capial do Amazonas.
No dia de sua visita surpresa, Oscar Conrado não encontrou os velhos conhecidos como o atual presidente Cristiano Dresch, que estava com a delegação no Peru no empate de 1 a 1 com o Deportivo Garcilaso.
“Uma pena não ter encontrado o pessoal da minha época. Mas fui bem recebido por todos. Apesar de uma nova geração, eles sabem quem eu sou e o que represento para o clube”, disse o técnico, ressaltando que o ‘Dourado’ está no caminho certo com o objetivo de consolidar sua permanência entre os 20 clubes da elite do futebol nacional. “É preciso não perder o foco nesse momento de consolidação”, complementa.
Momento atual
Quanto ao futebol profissional, Oscar Conrado está sem clube. No momento, toca sua empresa particular. Contudo, deixa as portas abertas para um futuro próximo. “Tenho uma identificação muito grande com o Mato Grosso. Tenho amigos que moram aqui em Cuiabá e Várzea Grande. Se tiver oportunidade de voltar a trabalha em algum clube, não pensarei duas vezes. Quero muito um projeto sério para ajudar no acesso de alguma equipe”, finalizou.
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Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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