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Suíça vence e garante liderança enquanto Canadá faz história com classificação inédita

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A fase de grupos da Copa do Mundo reservou um momento histórico para o futebol da América do Norte nesta quarta-feira. Mesmo com a derrota por 2 a 1 para a Suíça no BC Place, em Vancouver, a seleção do Canadá assegurou sua vaga nas oitavas de final pela primeira vez em sua trajetória em Mundiais. Os suíços, por sua vez, confirmaram o favoritismo e avançaram como líderes isolados do Grupo B.

O jogo

O confronto decisivo começou equilibrado, com as duas seleções demonstrando cautela. A Suíça deteve a posse de bola e criou a melhor oportunidade da etapa inicial com Embolo, que parou no goleiro em um lance cara a cara. Na reta final do primeiro tempo, os canadenses reagiram e pressionaram com finalizações perigosas de Larin e Ahmed, mas o placar seguiu inalterado até o intervalo.

A dinâmica da partida mudou drasticamente logo no início do segundo tempo. Com menos de um minuto de bola rolando, Vargas aproveitou um cruzamento rasteiro de Manzambi para abrir o marcador. Pouco depois, aos 11 minutos, Manzambi ampliou a vantagem suíça com uma finalização de primeira após assistência de Embolo. O Canadá não se entregou e diminuiu a diferença aos 30 minutos, quando Promise David completou um cruzamento de Saliba para o fundo das redes.

Nos minutos finais, a pressão canadense foi intensa. A equipe buscou o empate em jogadas aéreas e finalizações de longa distância, exigindo intervenções cruciais do goleiro Kobel, que garantiu o triunfo europeu com defesas importantes nos acréscimos. Com o apito final, a Suíça encerrou sua participação na primeira fase com sete pontos, seguida pelo Canadá com quatro. A Bósnia e Herzegovina, também com quatro pontos, aguarda outros resultados para tentar uma vaga como melhor terceira colocada, enquanto o Catar se despediu da competição sem pontuar.

Os próximos compromissos das seleções já estão definidos. O Canadá volta a campo no domingo, 28 de junho, para enfrentar o segundo colocado do Grupo A no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já a Suíça jogará novamente em Vancouver na sexta-feira, 3 de julho, contra um dos terceiros colocados que avançarem para o mata-mata.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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