ENTRE SEXTA (18) E DOMINGO (20)

Seleções de basquetebol e voleibol disputam etapa estadual dos Jogos Abertos Mato-grossenses

Município de Sorriso sedia as disputas estaduais da categoria adulta promovidas pela Secel

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Esporte

Foto: Secel-MT

As seleções de basquetebol e de voleibol serão as primeiras a disputar a etapa estadual dos Jogos Abertos Mato-grossenses, que são promovidos pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), entre sexta-feira (18.10) e domingo (20.10).

No total, 38 equipes de vários municípios do Estado estarão em Sorriso (a 400 km de Cuiabá) para competir pelos títulos mato-grossenses da categoria adulta.

Participam da etapa estadual as seleções masculinas e femininas que foram campeãs e vice-campeãs nas cinco fases regionais, realizadas entre os meses de agosto e setembro, além das equipes da capital mato-grossense e do município-sede. As disputas estaduais das outras duas modalidades (futsal e handebol) serão realizadas de 25 a 27 de outubro, também em Sorriso.

Nessa primeira parte da fase estadual, o evento esportivo reúne cerca de 450 pessoas, dentre atletas e técnicos. As delegações representam os municípios de Alta Floresta, Araputanga, Água Boa, Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cuiabá, Cuverlândia, Guiratinga, Juara, Matupá, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Querência, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.

Os jogos começam na sexta (18) e prosseguem até domingo (20) em diferentes espaços esportivos de Sorriso. O voleibol será disputado nos ginásios Domingão e Flor do Cerrado, e o basquetebol nas quadras das Escolas Municipais Aureliano Pereira da Silva e São Domingos.

Já a abertura oficial do evento será realizada no sábado (19.10), às 19h30, no ginásio poliesportivo Domingão. Com presença de autoridades locais e estaduais, a solenidade é aberta ao público e contará com atrações, que inclui o acendimento do fogo simbólico.

Para a realização dos Jogos Abertos Mato-grossenses, a Secel conta com a parceria do município-sede.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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