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Seleção Brasileira mostra poder de reação e vence Chile fora de casa nas Eliminatórias

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Esporte

Foto: Marcelo Hernandez/Getty Images

Em uma noite de superação em Santiago, a Seleção Brasileira demonstrou sua força ao vencer o Chile por 2 a 1, de virada, na nona rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O jogo, realizado no estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, foi marcado pela estreia decisiva de jogadores do Botafogo na equipe nacional.

O início da partida foi desafiador para o Brasil, com o Chile abrindo o placar logo no primeiro minuto através de Vargas. A pressão dos donos da casa continuou, com Osorio quase ampliando aos 13 minutos. No entanto, a Seleção Brasileira gradualmente encontrou seu ritmo, equilibrando o jogo a partir dos 15 minutos.

O empate veio nos acréscimos do primeiro tempo, quando Igor Jesus, estreante com a camisa amarela e jogador do Botafogo, aproveitou um cruzamento preciso de Savinho para marcar de cabeça. O gol injetou ânimo na equipe brasileira, que voltou mais determinada para o segundo tempo.

Apesar de um gol anulado de Raphinha por impedimento no início da etapa final, o Brasil manteve o controle do jogo. A virada veio aos 44 minutos, novamente com um toque alvinegro: Luiz Henrique, também do Botafogo, realizou uma jogada individual brilhante pela direita e finalizou com categoria, selando a vitória brasileira.

Com este resultado, o Brasil subiu para a quarta posição nas Eliminatórias, somando 13 pontos. O Chile, por sua vez, ocupa a nona colocação com cinco pontos. A próxima partida da Seleção será contra o Peru, na terça-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O técnico Dorival Júnior pode comemorar não apenas a vitória, mas também a resposta positiva de novos jogadores convocados, que foram decisivos neste importante triunfo fora de casa. A capacidade de reação e a qualidade individual demonstradas neste jogo fortalecem as expectativas para a sequência das Eliminatórias e o futuro da Seleção Brasileira.

FICHA TÉCNICA:

CHILE 1 X 2 BRASIL

Local: estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, em Santiago (Chile)
Data: 10/10/2024
Hora: 21h (de Brasília)
Árbitro: Dario herrera (ARG)
Cartões amarelos: Galdames (Chile); Paquetá, Danilo (Brasil)
GOLS: Vargas, 1 do 1ºT (Chile); Igor Jesus, aos 45 do 1ºT, e Luiz Henrique, aos 44 do 2ºT (Brasil)

CHILE: Cortés; Loyola, Kuscevic, Maripán, Galdames (Marcelo Morales) e Pavez (Alarcón); Echeverría, Valdés (Tapia); Osorio, Dávila (Cepeda) e Vargas (Palacios). Técnico: Ricardo Gareca

BRASIL: Ederson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner (Gabriel Martinelli); André (Bruno Guimarães) e Lucas Paquetá (Gerson); Savinho (Luiz Henrique), Raphinha, Rodrygo e Igor Jesus (Endrick). Técnico: Dorival Júnior

Fonte: Agência Esporte – https://agenciaesporte.com.br/selecao-brasileira/selecao-brasileira-mostra-poder-de-reacao-e-vence-chile-fora-de-casa-nas-eliminatorias/

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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