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São Paulo supera turbulência com vitória suada no Morumbis

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Em uma noite chuvosa no Morumbis, o São Paulo conquistou sua primeira vitória no Campeonato Paulista de 2026 ao derrotar o São Bernardo por 1 a 0, em partida válida pela segunda rodada. O gol salvador veio dos pés de Luciano, que saiu do banco de reservas para aliviar a pressão e marcar um belíssimo tento no segundo tempo. Contudo, a atmosfera festiva foi ofuscada por intensos protestos da torcida contra o presidente Julio Casares, que enfrentará uma votação crucial de impeachment no Conselho Deliberativo nesta sexta-feira.

O triunfo trouxe um sopro de alívio para o Tricolor, que vinha de uma dura derrota na estreia do Paulistão. Com os primeiros três pontos somados, o São Paulo ascendeu para a décima posição na tabela. O São Bernardo, apesar do revés, mantém-se na quinta colocação com os mesmos três pontos, devido aos critérios de desempate.

O Jogo

O primeiro tempo foi marcado por tentativas de ambos os lados. Aos 11 minutos, Echaporã, do São Bernardo, arriscou um chute que passou muito perto do travessão. Pouco depois, aos 17, o São Paulo respondeu com uma jogada perigosa: Wendell cruzou e Lucca finalizou de primeira na trave, com Tapia chutando o rebote em cima da zaga. O São Bernardo ainda teve outra chance com Victor Andrade, que chutou de fora da área sem grande perigo.

A volta do intervalo trouxe mais intensidade. Nos primeiros segundos do segundo tempo, Victor Andrade cruzou com perigo, e a bola quase beijou o travessão. Em seguida, Felipe Garcia testou Rafael, que fez uma grande defesa, espalmando para escanteio. O São Paulo respondeu com Lucca, mas a finalização foi por cima do gol.

A entrada de Jonathan Calleri aos 20 minutos do segundo tempo incendiou as arquibancadas, dando novo ânimo ao ataque são-paulino. Ferreirinha também teve suas chances, cabeceando nas mãos do goleiro Alex Alves e, mais tarde, cortando para o meio e finalizando para fora.

O momento decisivo da partida chegou aos 34 minutos do segundo tempo. Após cobrança de falta de Danielzinho, Arboleda subiu e cabeceou na trave. No rebote, Luciano mostrou oportunismo e frieza, batendo colocado no ângulo para abrir o placar e garantir a vitória tricolor.

Já nos acréscimos, o São Paulo teve um pênalti assinalado a seu favor após Ferreirinha cair na área. No entanto, a decisão foi revista pelo VAR e o árbitro anulou a penalidade máxima, adicionando mais um momento de dramaticidade à partida.

Próximos Ddesafios

Com a vitória, o São Paulo agora foca no clássico contra o Corinthians pela terceira rodada do Campeonato Paulista, marcado para domingo, 18 de janeiro, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. Já o São Bernardo enfrentará o Noroeste em casa, no Estádio 1º de Maio, também no domingo, às 17h (de Brasília).

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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