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São Paulo é derrotado de virada pela Ponte Preta no Morumbis

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Em partida válida pela penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista, o São Paulo foi surpreendido e derrotado pela Ponte Preta por 2 a 1, no Morumbis, nesta quarta-feira (20.02). Calleri abriu o placar para o Tricolor, mas Artur e Éverton Brito garantiram a virada da Macaca. Com este resultado, o São Paulo chega ao quinto jogo consecutivo sem vitória.

O jogo

O São Paulo começou a partida pressionando a Ponte Preta, com boas chances criadas por Oscar e Luciano. No entanto, o gol só saiu nos minutos finais, aos 44, quando Calleri cabeceou após cobrança de escanteio de Oscar e estufou as redes.

A Ponte Preta voltou para o segundo tempo com outra postura e logo empatou a partida, aos 6 minutos, com Artur aproveitando sobra na área. A virada veio aos 15 minutos, com Éverton Brito completando para o gol após jogada de Léo Oliveira e Artur.

O São Paulo tentou reagir, mas não conseguiu furar a defesa da Ponte Preta e se conformou com a derrota.

Próximos jogos

São Paulo: O Tricolor encerra sua participação na primeira fase do Campeonato Paulista no próximo domingo, quando enfrenta o São Bernardo, no estádio Primeiro de Maio, no ABC, às 18h30 (de Brasília).
Ponte Preta: A Macaca terá pela frente o Red Bull Bragantino, em Campinas, no mesmo dia e horário.

Classificação

Com a derrota, o São Paulo permanece na liderança do Grupo C, com 19 pontos, mas vê o Novorizontino se aproximar, com 18. Já a Ponte Preta ocupa a segunda colocação do Grupo B, com 17 pontos, abrindo vantagem para o Palmeiras, que ainda joga na rodada.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 X 2 PONTE PRETA

Local: Morumbis, em São Paulo
Data: 19/02/2025
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Daiane Muniz
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Leandro Matos Feitosa
VAR: Adriano de Assis Miranda
Público: 22.138 torcedores.
Renda: R$ 853.044,00
Cartões amarelos: Danilo Barcelos, Jean Dias, Emerson, Gustavo Telles (Ponte Preta); Cédric Soares (São Paulo)

Gols: Calleri, aos 45 do 1ºT (São Paulo); Artur, aos 3 do 2ºT, Éverton Brito, aos 15 do 2ºT (Ponte Preta)

SÃO PAULO: Rafael; Igor Vinícius (Erick), Arbleda, Alan Franco (Cédric Soares) e Enzo Díaz (Wendell); Pablo Maia, Bobadilla (Sabino), Lucas e Oscar; Luciano (André Silva) e Calleri. Técnico: Maxi Cuberas.

PONTE PRETA: Diogo Silva, Sérgio Raphael (Gustavo Telles), Emerson Santos e Danilo Barcelos; Maguinho (Pacheco), Léo Oliveira (Vicente Concha), Lucas Cândido, Serginho (Luiz Felipe) e Artur; Éverton Brito (Bruno Lopes) e Jean Dias. Técnico: Alberto Valentim.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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