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Santos vence o Corinthians que sofre sua quinta derrota no Paulistão

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Em um confronto disputado na manhã deste domingo (4) na Neo Química Arena, o Corinthians enfrentou o Grêmio Novorizontino pelo Campeonato Paulista e foi derrotado por 3 a 1. Com mais esse revés, a equipe comandada por Mano Menezes acumulou a sua quarta derrota consecutiva na competição, aumentando a preocupação quanto ao risco de rebaixamento.

A partida marcou a estreia do atacante Pedro Raul com a camisa alvinegra, mas, infelizmente para o Timão, não foi o resultado esperado. Com essa derrota, o Corinthians se encontra na lanterna do grupo C do Paulistão, com apenas três pontos conquistados. Na classificação geral, a equipe ocupa a 13ª colocação, à frente de Portuguesa, Ituano e Santo André, todos com um jogo a menos. Os dois últimos colocados na competição são rebaixados para a Série A-2.

Por outro lado, o Grêmio Novorizontino conquistou sua segunda vitória consecutiva e subiu para a segunda colocação do grupo D, somando nove pontos.

O próximo desafio do Corinthians no Paulistão será o clássico contra o Santos, que acontecerá na quarta-feira (7) na Vila Belmiro, às 19h30 (horário de Brasília). Já o Grêmio Novorizontino enfrentará o Red Bull Bragantino, em casa, às 21h, também na quarta-feira.

No jogo contra o Novorizontino, o Corinthians começou com o controle da posse de bola, mas teve dificuldades para penetrar na defesa adversária. A primeira grande chance de gol surgiu aos 23 minutos, com Pedro Raul ficando frente a frente com o goleiro Jordi, mas finalizando para fora. A equipe alvinegra voltou a assustar aos 30 minutos, com um chute de Matheus Araújo que passou raspando a trave do Novorizontino.

No entanto, quando tudo parecia caminhar para um primeiro tempo sem gols, o Grêmio Novorizontino abriu o placar nos acréscimos, com um gol do atacante Jenison. O centroavante recebeu um cruzamento de Willean Lepu e, completamente desmarcado, cabeceou para as redes defendidas por Cássio.

Na segunda etapa, os visitantes ampliaram a vantagem logo no início, novamente com Jenison. Em uma jogada de recuperação de bola no campo de ataque, o atacante teve apenas o trabalho de empurrar a bola para o gol. A partir desse momento, os jogadores corintianos sentiram o golpe e não conseguiram reagir, mesmo com o apoio da torcida.

Aos 13 minutos, Jenison marcou mais um gol, completando um hat-trick para o Novorizontino. O lance nasceu pelo lado direito do ataque do time visitante e mais uma vez o centroavante finalizou sem marcação.

O Corinthians conseguiu descontar somente aos 26 minutos, com um gol de Yuri Alberto. Após um chute de Wesley de fora da área que acertou a trave, Romero aproveitou o rebote de cabeça e permitiu que o camisa 9 empurrasse a bola para o fundo das redes.

Apesar do esforço e uma pequena pressão nos minutos finais, o Corinthians não conseguiu buscar a reação necessária para evitar a quarta derrota consecutiva na competição. Agora, a equipe precisará se reorganizar e buscar uma recuperação rápida para evitar possíveis consequências negativas no restante do Campeonato Paulista.

FICHA TÉCNICA

Corinthians 1 X 3 Grêmio Novorizontino

Local: Neo Química Arena
Horário: às 11h (de Brasília)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli e Rafael Tadeu Alves de Souza
VAR: Daiane Muniz dos Santos
Público: 39.603 pessoas
Renda: R$ 2.343.488,00

Gols: Jenison, aos 47 do 1ºT, aos 3 e aos 13 do 2ºT (Novorizontino); Yuri Alberto, aos 26 do 2ºT
Cartões amarelos: Raniele e Léo Mana (Corinthians); Rômulo e Willian Farias (Novorizontino)

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Léo Mana), Félix Torres, Raul Gustavo e Hugo; Maycon, Raniele (Fausto) e Matheus Araújo (Matías Rojas); Romero, Gustavo Silva (Yuri Alberto) e Pedro Raul (Wesley).Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO NOVORIZONTINO: Jordi; Luisão, Renato Silveira e Chico; Willean Lepu (Raul Prata), Marlon (Waguininho), Willian Farias e Danilo Barcelos (Reverson); Rômulo, Isack Pelé (Geovane) e Jenison (Neto Pessoa)
Técnico: Eduardo Baptista





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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