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Santos sofre, mas vence Inter de Limeira na última rodada da primeira fase do Paulistão

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Neste domingo, o Palmeiras conquistou uma importante vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP, na Arena Barueri, em jogo válido pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista. Com esse resultado, o Alviverde assegurou a primeira colocação geral no Estadual e terá a vantagem de decidir os confrontos de mata-mata como mandante.

O gol da partida foi marcado por Rony, no segundo tempo, após uma bela jogada de Mayke, que cruzou na área para o atacante alviverde. Com essa vitória, o Palmeiras chegou a 28 pontos, liderando o Grupo B e superando o Santos, que ficou com 25 pontos na segunda colocação geral.

No confronto, o Palmeiras não pôde contar com Endrick, Gabriel Menino e Zé Rafael, que foram preservados por estarem pendurados com dois cartões amarelos. Já o Botafogo-SP apenas cumpriu tabela, terminando na lanterna do Grupo D.

O adversário do Palmeiras nas quartas de final ainda será definido entre Ponte Preta e Água Santa. O Alviverde se mantém como o único time invicto no Paulistão e aguarda pelo próximo jogo do mata-mata, que será disputado no próximo fim de semana.

O jogo foi marcado pela intensidade de ambas as equipes, com chances de gol para os dois lados. Destaque para a defesa de Weverton e a expulsão de Matheus Costa, que deixou o Botafogo-SP com um a menos em campo.

No segundo tempo, o Palmeiras teve mais iniciativa e conseguiu chegar ao gol da vitória com Rony, que aproveitou o cruzamento de Mayke para balançar as redes e garantir mais uma importante vitória para a equipe alviverde no Paulistão.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 X 0 BOTAFOGO-SP

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 9 de março de 2024 (sábado)
Horário: às 18h (de Brasília)
Árbitro: João Vitor Gobi
Assistentes: Leandro Matos Feitosa e Raphael de Albuquerque Lima
VAR: Vinícius Furlan
Cartões amarelos: Jean Victor e Fillipe Soutto (Botafogo-SP); Lázaro e Aníbal Moreno (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Matheus Costa (Botafogo-SP)
Público: 11.598 torcedores
Renda: R$ 460.147,00

GOL: Rony, aos 23′ do 2ºT (Palmeiras)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Murilo, Luan e Piquerez (Vanderlan); Aníbal Moreno, Richard Ríos e Raphael Veiga (Breno Lopes); Lázaro (Caio Paulista), Rony e Flaco López. Técnico: Abel Ferreira

BOTAFOGO-SP: Michael; Walisson, Matheus Costa, Schappo e Jean Victor; Lucas Dias, Matheus Barbosa (João Maranini) e Fillipe Soutto (Carlos Manuel); Negueba (Thássio), Patrick Brey (Pedro Rodrigues) e Alex Sandro (Leandro Pereira). Técnico: Paulo Gomes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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